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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Revolução Constitucionalista e Estado Novo Através da Música da Época



Temos o prazer de disponibilizar, nesta segunda parte (ao todo serão 6), 32 músicas compostas durante os anos de 1931-1943. São áudios que constituem documentos históricos do período da “Revolução” Constitucionalista e do Estado Novo.

No mais segue a introdução da primeira parte.

O conjunto de áudios exposto foi encontrado em diversos sites da internet, mas, teve como ponto de partida, um trabalho já realizado por Franklin Martins em sua página “Conexão Política”. As letras das músicas estão precedidas por comentários feitos pelo jornalista, aspecto importante, pois, ajuda a entender o contexto a que se relacionam. Meu trabalho foi tão somente reuni as letras no arquivo de PDF, bem como, disponibiliza as músicas adquiridas para o download.

O material é importante não só para quem se interessa pela História do Brasil, mas, igualmente, para aqueles que desejam compreender a relação da cultura fonográfica com a política e a conjuntura em que se manifestam. Se por um lado a música se inter-relaciona neste campo, por outro, vincula-se com os meios de comunicação do momento histórico que são as rádios e, conseqüentemente, seu público alvo; formando opiniões e idéias, ideologicamente, falando.

Sem mais delongas - em outra situação, podemos voltar a apreciar os diversos meandros do assunto -, pelo momento, gostaria de dizer tão somente que vale apenas conferir.



01 - A Internacional (1871/1888)

02 - Samba da boa vontade (1931)

03 - Eu vou pegá Lampião (1931)

04 - O sem trabalho (1931)

05 - Mal de fome (1931)

06 - O passo do soldado (1932)

07 - Hino do Partido Constitucionalista (1932)

08 - Acorda, Maria Bonita (1932/1934)

09 - São Paulo em 1932 (1932)

10 - Trem blindado (1933)

11 - Anistia (1933/1934)

12 - Positivismo (1933)

13 - Invasão de São Paulo (1934)

14 - Atualidades (1934)

15 - Avante (1934/1935)

16 - São Paulo em 1932 (1932)

17 - Hino a Carlos Prestes (1936)

18 - A baixa do café (1936)

19 - É Lampa, é Lampa (1937/1938)

20 - A menina presidência (1937)

21 - Pensão do Catete (1937)

22 - Quem é o homem (1937)

23 - Paródia de Saudades do Matão

24 - Glórias do Brasil (1938 - outubro)

25 - Pra fazê inconomia (1939)

26 - Canção do trabalhador (1940)

27 - É negócio é casar (1941 - outubro)

28 - Galinha verde (1942/1943)

29 - O sorriso do presidente (1942 - maio)

30 - Brasil brasileiro (1942 - agosto)

31 - Você já viu o cruzeiro? (1943)

32 - Salve 19 de abril (1943 - maio)


OBSERVAÇÃO: PARA BAIXAR OS ÁUDIOS CLIQUE NO NOME DAS MÚSICAS, NO CASO DAS LETRAS CLIQUE NA FRASE BLOGGER - O POVO NA LUTA FAZ HISTÓRIA


Letras das Músicas


terça-feira, 21 de junho de 2011

Revolução de 1930 Contada Através da Música da Época



Temos o prazer de disponibilizar 50 músicas compostas durante os anos de 1929-1933. São áudios que constituem documentos históricos do período da “Revolução” de 1930.

O conjunto de áudios exposto foi encontrado em diversos sites da internet, mas, teve como ponto de partida, um trabalho já realizado por Franklin Martins em sua página “Conexão Política”. As letras das músicas estão precedidas por comentários feitos pelo jornalista, aspecto importante, pois, ajuda a entender o contexto a que se relacionam. Meu trabalho foi tão somente reuni as letras no arquivo de PDF, bem como, disponibiliza as músicas adquiridas para o download.

O material é importante não só para quem se interessa pela História do Brasil, mas, igualmente, para aqueles que desejam compreender a relação da cultura fonográfica com a política e a conjuntura em que se manifestam. Se por um lado a música se inter-relaciona neste campo, por outro, vincula-se com os meios de comunicação do momento histórico que são as rádios e, conseqüentemente, seu público alvo; formando opiniões e idéias, ideologicamente, falando.

Sem mais delongas - em outra situação, podemos voltar a apreciar os diversos meandros do assunto -, pelo momento, gostaria de dizer tão somente que vale apenas conferir.

01 - Francisco Alves - Seu Julinho Vem (1929)

02 - Jayme Redondo - Mas que Trapaiada 1929

03 - Francisco Alves - É sim, senhor 1929

04 - Francisco Alves - Eu ouço falar, seu julinho 1929

05 - Jayme Redondo - Se eu fosse presidente 01-01-1929

06 - Pinto Filho (autor da paródia) - Casa de caboclo 1929

07 - Francisco Alves - É sopa 1929

08 - Jaime redondo - Harmonia, harmonia 1929

09 - Jaime redondo - Comendo bola 1929

10 - Francisco Alves e Aracy Cortes - é no toco da goiaba 1929

11 - Mandi e Sorocabinha - Paulista e gaúcho 1929

12 - Silvio Salema - Eu sou Júlio 1930

13 - Mandi e Sorocabinha - Depois das eleições 1930

14 - Mandi e Sorocabinha - Rebentô a revolução 1930

15 - Jararaca - Itararé 1930

16 - Januário de Oliveira - Olha o pingo 1930

17 - Mandi e Sorocabinha - Isidoro já vortô 1930

18 - Paraguassu - Taí seu Getúlio se foi 1930

19 - Cornélio Pires, Mariano e Caçula - O meu viva quero dar 1930

20 - Gastão Formenti - Os 18 de Copacabana 1930

21 - Cornélio Pires, Mariano e Caçula - Se os revortoso perdesse 1930

22 - Paraguasu - Leão do norte 1930

23 - Gê-Gê 1930

24 - Paraguassu - Legião revolucionária 1930

25 - Cornélio Pires, José Eugênio e seu grupo - legionários, alerta 1930

26 - Ubirajara - Heróis brasileiros 1930

27 - Mandi e Sorocabinha - Tempo ruim 1930

28 - Gastão Formenti - Hino 24 de outubro 1930

29 - Ubirajara - Hino a Juarez 1930

30 - Zico Dias e Ferrinho - Revolução de Getúlio Vargas; dezembro de 1930

31 - Almirante - O barbado foi-se; dezembro de 1930

32 - Alvinho - Bico de lacre não vem mais; dezembro de 1930

33 - Almirante, com o Bando de Tangaras - Seu Getúlio ou Gê-Gê 1931

34 - Juó Bananére - O Cavagnac 1931

35 - Francisco Alves e Norma Bruno - Verbo ser 1931

36 - Elisa Coelho - Nega baiana 1931

37 - Francisco Pezzi - Três de outubro 1931

38 - Leonel Faria - Cavanhaque 1931

39 - Augusto Calheiros - Lalá 1931

40 - Castro Barbosa - O teu cabelo não nega 1931

41 - Álvaro de Miranda Ribeiro - Ode a revolução 1931

42 - Juó Bananère - Non fui ista a inrevoluçó que io sugné 1931-1932

43 - Augusto Calheiro - A canoa virou 1931

44 - Elisa Coelho - Nega Maria 1932

45 - Turma do Bonfim - Governador 1932

46 - Alvinho - A canoa afundou 1932

47 - Manezinho Araújo - Se eu fosse interventor 1933

48 - Manezinho Araújo; A minha prantaforma 1933

49 - Eduardo Souto e Osvaldo Santiago - A morte de João Pessoa

50 - Francisco Alves - Hino a João Pessoa 1930




segunda-feira, 20 de junho de 2011

Método de Ensino na segunda metade do século XIX no Brasil


Versinhos de Antonio Gonçalves Domingues retratam o método de ensino usado nas escolas de Pernambuco, durante a segunda metade do século XIX.


Qualquer bichano careta

abre hoje uma escola

e de palmatória em punho

nos alunos bate sola.

E os coitados dos meninos,

Por não saberem a lição,

vivem sofrendo o castigo

desta nova inquisição.

Pois que são inquisidores

Os mestres que por aí há

que julgam que mais ensina

quem mais nos alunos dá.


Em outra parte, crítica o ensino, sobretudo o particular.


A instrução secundária

vai por aí muito mal,

o estudo é tal ou qual,

mas ostenta-se garboso

monopólio escandaloso.

POVO VICIS VERSUS AMIGO



Não importa - amigo é o povo.
Vocês são meus amigos,
Também povo.

Porque amor sincero
Amizade
força sem vaidade
Candeeiro do amor
Criador como a flor
Do miúdo o tudo
Não é pseudo é conteúdo.

Poço de conhecimento
Cheio de sentimento
Dado a alegria
Descrente da tristeza
Repleto de vitalidade
Exemplo de proeza
Ato que age a mudança
Tecendo no hoje
O amanhã a esperança.

Transferindo os predicados
De povo ao sujeito amigo
O trocadilho dá na mesma:
Razão, coração e união.

Luis Carlos

Comentário: Critica a um vídeo de José Neumanne Pinto


Dizem que em política um fenômeno específico pode ser relacionado com a política geral.


José Neumanne Pinto, jornalistazinho de meia tigela, comentarista do SBT e de algumas rádios, como a Jovem Pan, conhece muito bem a máxima colocada. Pegou os acontecimentos ligados a posse de terra e da morte de mais um sindicalista no Norte do país e relacionou com a conjuntura política nacional, identificando que, a culpa é do Estado e governo brasileiro.


Em certa medida, é um fato que o ente Estado e os governos conservadores fizeram vista grossa por muito tempo sobre a questão rural, principalmente, da matança de sindicalista no Brasil, situação que fere a dignidade e aos direitos humanos. Agora dizer, como deixa a transparecer no discurso ultradireitista, que a culpa é do “governo socialista” de Lula e Dilma é outra história.


Os comentários feitos na rádio Jovem Pan são de alta arrogância, de alta prepotência, de alta acusação descabida as forças progressistas e de esquerda. Por causa desta posição, é que trabalha no SBT. É um jornalistazinho de meia tigela que toma as questões sociais do campo de forma hipócrita, passando como defensor delas, no fundo não está nem ai com as mortes dos sindicalistas e de uma reforma agrária no Brasil, apenas pegou uma questão especifica e relacionou com política geral para criticar o governo Dilma: se fosse um Serra da vida estaria fazendo comentário a seu favor.

Erasmo Carlos descobriu o elixir da longa vida do amor.

Erasmo Carlos na letra “Cultura Poética” descobriu o elixir da longa vida do amor.


Poderia iniciar este comentário fazendo a conclusão antecipada dizendo que o compositor fez um poema com uma única palavra: “te amo”.

Mas, vou me aventurar em considerar e apreciar a letra, deixando a conclusão por final.

O outro ser amado que se relaciona com o eu eramonismo é tão forte que predomina nesse último ao ponto de dominá-lo sentimentalmente: ultra-romantismo. Deseja-se escrever um poema de amor para expressar algo que sente, porém, perdido entre as palavras, não se consegue externá-lo em linguagem escrita ou falada.

Eu quis escrever um poema
Falando de amor prá você
Mas me perdi entre tantas palavras
São coisas que eu sinto
Mas, não sei dizer

A impressão amorosa leva-o as “imagens de estrelas na imensidão”, acontecimento que se busca fugir: isso é falta de imaginação. Mas, foge e fica sem imaginação poética.

Tentei fugir das imagens
De estrelas na imensidão
Mas não conseguí fazer nada sem elas
Que falta de imaginação ...

A contradição entre sentimento e razão continua, de modo que, insiste em compor uma poesia: vai aos livros para buscar aprimora os versos. Não se objetiva a composição, apenas, frases mal feitas, que não expressam sentimentos de amor. Duas intenções se manifestam nesta parte. A primeira, tem por finalidade consegui-la através do poema, no caso, é ganha um beijo. Segundo que, a expressão de sentimentos de amor é detalhe comum que a mulher não esquece.

Então pedí socorro aos meus livros
Prá melhor meus versos rimar
Deixando o coração me levar
Desvendar mistérios da métrica
Pensando no beijo que eu iria ganhar

Achei as frases um lixo
Tudo que você não merece
Não fui capaz de expôr sentimentos
Detalhe comum que a mulher não esquece

A conclusão da letra musical é interessante.

Não é por não ter poema
Que o meu amor não declamo
Me resta na falta de cultura poética
Dizer simplesmente te amo

Mesmo sem ter composto um poema, para o fim a que se destina, não quer dizer ausência dele, pois, o compositor tem poema. Ser ou não ser eis a questão! A cultura poética lhe falta, ou seja, a cultura poética dos livros. Apresentado, assim, a justificativa pode tão somente dizer: eu te amo.

Não sei se existe poema feito com está pequena frase, mas, de uma coisa não tenho duvida: para quem ama e está cheio de sentimento, ao ponto de não chegar a escrever um soneto sequer, é ínfima a expressão. Além disso, quem diz as três palavras mágicas do elixir da longa vida do amor ao outro, concluindo antecipadamente que vai ganho um beijo, dado “ao detalhe comum que a mulher não esquece” palavras de sentimentos, não representa, no caso, termos que correspondam a sentimentos. É uma construção discursava que encobre interesses outros e não amor.

Castro Alves tem uma frase que diz: "Ação e idéia - são gêmeas. Quem as poderá aportar?". Neste sentido, se a idéia expressa nas três palavrinhas mágicas se limita a atingir o objetivo acima, então a frase é demagogica e a ação contemporiza apenas o eu e não o outro. Essa não existe como pessoa existencial portadora também de desejos e vontades. É um amor egoísta.

Amor é compartilha. O falar corresponde à ação amorosa sem egoísmo e unilateralidade. É uma pratica ligada ao falar e do falar a atitude. Se parto com o conceito pronto que é comum a mulher gostar de ouvir “eu te amo”, deduzindo, que “EU” vou ganhar “beijos”, essa mulher vai apenas proporcioná-lo desejos e saciar suas vontades mais que secretas e escondidas atrás de palavras. Compartilhar é vê a outra também partilhar beijos, carinhos, companheirismo, palavras correspondentes que juntam idéias com ação amorosa unindo o eu e o tu no nós.

domingo, 19 de junho de 2011

APRESENTAÇÃO - MANUEL BANDEIRA (POESIAS E ÁUDIOS)


Um CD com gravações de poemas recitados por Manuel Bandeira, feitas em 1967 pelo diplomata Lauro Moreira, foram reunidas em um CD: "Manuel Bandeira - O Poeta em Botafogo".

Durante 39 anos, as gravações passaram por Brasília, Buenos Aires, Genebra, Washington, Barcelona e Rabat. Estavam em uma fita de rolo que acompanhava as mudanças profissionais do diplomata Lauro Moreira.

"Conheci pessoalmente Manuel Bandeira por volta de 1960, quando eu tinha 20 anos e ele andava pela casa dos 74, por meio da escritora Marly de Oliveira, que veio a ser mais tarde minha primeira mulher", conta Lauro Moreira.

Em uma noite de meados de 1967, depois de um jantar no apartamento de Moreira - na praia de Botafogo, no Rio, daí o título do CD, o poeta disse que gostaria de gravar alguns poemas. Na seleção de Bandeira entraram poemas seus muito conhecidos, como "Porquinho da Índia", "Rondó do Capitão", "Última Canção do Beco", "Neologismo" e "Vou-me Embora pra Pasárgada".

Também há poemas não tão famosos, como "Noturno da Mozela". Apesar da idade avançada e enfraquecido por tanta luta contra problemas de saúde, como a tuberculose, Bandeira lê seus versos com vigor e clareza.

Além dos poemas recitados pelo autor, Moreira acrescentou ao CD uma leitura sua de 25 outros poemas de Manuel Bandeira, intercalados por nove peças para piano do compositor Camargo Guarnieri, grande amigo do poeta, apresentadas pela pianista Belkiss Carneiro de Mendonça, intérprete favorita do próprio compositor.


Fonte. Folha.com

Louvação à cidade do Rio de Janeiro - Manuel Bandeira (Poesia e Áudio)


Louvo o Padre, louvo o Filho

E louvo o Espírito Santo.

Louvado Deus, louvo o santo

De quem este Rio é filho.

Louvo o santo padroeiro

– Bravo São Sebastião –

Que num dia de janeiro

Lhe deu santa defensão.

Louvo a Cidade nascida

No morro Cara de Cão.

Logo depois transferida

Para o Castelo, e de então

Descendo as faldas do outeiro,

Avultando em arredores,

Subindo a morros maiores

Grande Rio de Janeiro !

Rio de Janeiro, agora

De quatrocentos janeiros...

Ó Rio de meus primeiros

Sonhos ! (A última hora

De minha vida oxalá

Venha sob teus céus serenos,

Porque assim sentirei menos

O meu despejo de cá.)

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