sábado, 15 de fevereiro de 2014
“Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre o Circuito Regulador de Tensão da Placa-Mãe”
“Tudo o
Que Você Precisa Saber Sobre o Circuito Regulador de Tensão da
Placa-Mãe”
Exite uma
tendencia em afirmar que a Placa Mãe (Motherboard) tem um Circuito
Regulador de Tensão, e que o mesmo, receber a tensão de alimentação fornecida pela
fonte de alimentação (+12 V) e
a converte em tensões
requeridas pelo processador, memória, chipset e outros componentes.
Como exemplo tipico, temos o de Gabriel Torres, em um artigo intitulado “Tudo o Que VocêPrecisa Saber Sobre o Circuito Regulador de Tensão da Placa-Mãe",
publicado em 10/02/2010, em Clube do Hardware.
Segundo
Torres:
“ (...)
circuito regulador de
tensão, (...) é responsável por receber a
tensão de alimentação fornecida pela fonte de alimentação (+12
V) e
convertê-la nas tensões requeridas pelo processador, memória,
chipset e outros componentes”.
No artigo,
promete “uma viagem aprofunda pelo interior do circuito regulador
de tensão da placa-mãe”, no qual “mostraremos como
identificá-lo, como ele funciona, quais os projetos mais comuns e
como identificar a qualidade dos componentes”.
Na
continuação de seu tutorial, a viagem que deveria ser profunda,
resulta apenas em um vôo razante, dado que, “Tudo” gira apenas
sobre o “Circuito Regulador de tensão” que alimenta o
processador. Para não dizer que houve uma aminezia geral sobre as
outras “tensões requeridas pela (…) mémoria, chipset e outros
componentes”, usou uma imagem de uma placa mãe na qual assinala os
três setores do “Circuito”.
O leitor
pode pesquisar pela internet e o que vai encontrar é mais do mesmo,
uma vez que, em sua grande totalidade, todos tem um ponto de contato
com o artigo de Gabriel Torres ou dele com o resto dos materiais
espalhados pela rede.
O que se
passsa é que uma placa mãe não tem apenas um “Circuito Regulador
de tensão”, tem vários reguladores de tensões.
Ao falar de
passagem da Memoria RAM e do Chipset, a idéia que fica é que ambos
recebem tensões de 12V do “Circuito Regulador de Tensão” que
mensiona.
Na verdade
Memoria RAM e Chipset, bem como, outros setores críticos da Placa
Mãe, recebem tensões provenientes do Conector ATX de 24 pinos,
proveniente da Fonte de Alimentação.
Fora as
observações aqui realizadas, todas as considerações que Torres realiza em seu "Tutorial" são bem
exclarecedoras, mas exclarecedoras para quem quer compreender apensas
o “Circuito Regulador de Tensão” que alimenta ao processador, só
isso.
Luis Carlos
sexta-feira, 29 de março de 2013
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Venezuela
Venezuela
Llevo tu luz y tu aroma en mi piel
y el cuatro en mi corazón
llevo en mi sangre la espuma del mar
y tu Horizonte en mis ojos...
No envidio el vuelo ni el nido al turpial
soy como el viento en la mies
siento el caribe como una mujer
soy así que voy a hacer...
Soy desierto, selva, nieve y volcán
y al andar dejo mi estela
el rumor del llano en una canción
que me desvela...
La mujer que quiero tiene que ser
corazón, fuego y espuela
con la piel tostada como una flor
de Venezuela...
Con tu paisaje y mis sueños me iré
por esos mundos de Dios
y tus recuerdos al atardecer
me harán más corto el camino...
Entre tus playas quedó mi niñez
tendida al viento y al sol
y esa nostalgia que sube a mi voz
sin querer se hizo canción...
De los montes quiero la inmensidad
y del río la acuarela
y de ti los hijos que sembrarán
nuevas estrellas...
Y si un día tengo que naufragar
y el tifón rompe mis velas
enterrad mi cuerpo cerca del mar
en Venezuela …..
Letra y Música: Pablo Herrero y José Luis Armentero.
Fuente - http://www.viajar.com.ve/cancion_a_venezuela.html
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Domingos José Martins: jovem revolucionário que amou a liberdade contra a opressão da tirania brasileira e do império inglês
Por Luis Carlos
Este jovem brasileiro, nascido no Espírito Santo,
ex-estudante universitário na Inglaterra, desde que chegou ao Brasil, 1814,
(antes teve uma especial participação estudantil na Conjuração Baiana), se
radicou em Pernambuco, onde passou os três anos seguintes preparando com seus
“camaradas” a Revolução Pernambucana de 1817. Preso na Bahia, foi levado a
julgamento criminoso pelo tribunal contra-revolucionário, junto com padre José
Inácio Ribeiro de Abreu e Lima (conhecido como Padre Roma), Padre Miguel Joaquim
de Almeida Castro (Miguelinho) e o magistrado José Luis Mendonça. Após rápido
interrogatório, foram sumariamente executados.
Minutos antes da execução cair sobre Domingos José
Martins, deixaria mais um exemplo de heroísmo, pois, antes de morrer bradou aos
fuzileiros da sua escolta, dizendo:
- “Vinde executar as ordens do vosso sultão: Eu
morro pela liberdade”.
A liberdade contra a opressão da classe dominante e
do governo da velharia parasita de João VI (que entregou a época de mão beija e
de joelho as riquezas do Brasil ao império inglês) foi parte integrante de sua
curta vida. Esse mesmo desejo pela liberdade contra a opressão ficou ai mais
que comprovado.
De vários ademais que se poderia acrescentar a seu
amor patriótico e sua paixão pela liberdade como parte integrante de um novo
Brasil, basta adicionar que poucos dias antes do fuzilamento, o jovem
revolucionário dizia em versos: “Meus ternos pensamentos, que sagrados; Me
fostes quase a par da liberdade!; Em vós não tem poder a iniqüidade (...)”.
Para terminar, deixo a palavra com este grande
brasileiro:
ESPOSA E PÁTRIA (Domingos José Martins)
Meus ternos pensamentos, que sagrados
Me fostes quase a par da liberdade!
Em vós não tem poder a iniqüidade:
Eia! à esposa voai, narrai meus fados!
Dizei-lhe que nos transes apertados,
Ao passar desta vida à eternidade,
Ela da alma reinava na metade
E com a pátria partia-lhe os cuidados.
A pátria foi o meu Nume primeiro,
A esposa depois o mais querido
Objeto do desvelo verdadeiro.
E na morte, entre ambas repartido,
Será de uma o suspiro derradeiro,
Será da outra o último gemido.
domingo, 20 de maio de 2012
Documentário: José Inácio de Abreu e Lima (+Vídeos)
Como só existem apenas dois vídeos de considerável importância na internet sobre Abreu e Lima, um dos libertadores da América e General de Simón Bolivar, resolvi postar este documentário para que ele não seja um "herói ignorado pelo seu próprio povo".
Foi um internacionalista, um homem para quem as massas e os povos da America eram sinônimos de integração diametralmente oposta ao Imperialismo e seus governos tiranos.
Foi um internacionalista, um homem para quem as massas e os povos da America eram sinônimos de integração diametralmente oposta ao Imperialismo e seus governos tiranos.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Pobre Pin Guizão que acreditava no gelo - Por Alberto Moravia
Alberto
Moravia, pseudônimo de Alberto Pincherle, foi um escritor e jornalista italiano
(1907-1990). O mesmo escreveu um livro chamado “Histórias da Pré-História”,
traduzido por Nilson Moulin, onde reinventa várias histórias e dezenas de
contos e fábulas. De todos as historias, em forma de contos e fábulas, a que mais
gosto é a intitulada de “Pobre Pin Guizão que acreditava no gelo”.
O Gelo da Lei da Anistia e a defensiva da “Meia” Comissão da Verdade
Por Luis Carlos
Alberto Moravia, pseudônimo de Alberto Pincherle, foi um escritor e jornalista italiano (1907-1990). O mesmo escreveu um livro chamado “Histórias da Pré-História”, traduzido por Nilson Moulin, onde reinventa várias histórias e dezenas de contos e fábulas. De todos as historias, a que mais gosto é a intitulada de “Pobre Pin Guizão que acreditava no gelo”. A síntese, para o que tenho em vista, é a seguinte:
Há cerca de meio bilhão de anos, um tal de Pin Guinzão, professor de geografia, morava em cima de uma placa de gelo, onde construiu residência e uma escola. Sua tese era que “o gelo era um material de construção como a pedra ou o ferro, de igual resistência ao desgaste do tempo e praticamente eterno”. Depois de vários acontecimentos, identificou e reconheceu que a “ilha de gelo na qual morava tinha se movido”. Relutou em acreditar no movimento da realidade, mas, no final da história, fez autocrítica e escreveu um livro cujo tema foi “O gelo não é eterno: causas e consequências”. Arrematando a questão de funda, Alberto Moravia, acrescenta que, assim como o provérbio:
“Quem acredita no gelo
Acaba no desgelo
Nada é eterno
Nem o inverno”.
Pois bem. Assim como este Pin Guin, professor de geografia, existem muitas pessoas no Brasil que afirmam que a “Comissão da Verdade não terá poder para impor revisão a Lei da Anistia”. Nesta frase, fica claro que a “Lei da Anistia” é como “um material de construção como a pedra ou o ferro, de igual resistência ao desgaste do tempo e praticamente eterna”. Esta é uma tese que foi produzida, empacotada como mercadoria informacional e posta em circulação pela escola do crime e apologia a matança da democracia e de cidadãos civis, bem como, ao roubo das nossas riquezas por intermédio das Multinacionais do Imperialismo, ou seja, pela Ditadura Militar e os lacaios que a constituiu e ainda constitui.
O que significa tal tese? Que existem diversos setores ligados às forças armadas brasileiras, as forças políticas conservadoras, setores econômicos aliados, do judiciário e meio de comunicações do terrorismo mediato, dentre outros, que estão exercendo imensas pressões contra o Governo da Presidenta Dilma Rousseff e da Meia Comissão da Verdade, principalmente, do povo brasileiro. O Governo e os partidos de Esquerda, por sua vez, estão choramingando apenas, com salve exceção que sempre existe; estão sempre na defensiva, cujo alvo é o Reformismo. Que síntese pode sobressair daí? A busca da verdade sem julgamento dos culpados? Então, para que a verdade se não se pede prender os culpados e jogá-los na cadeia? Ficaremos iguais ao filósofo que busca apenas contempla a realidade sem exercer uma ação sequer para transformá-la?
Não há de existir harmonia eterna nesta contradição, porque sua necessidade é a mudança e a transformação. As forças políticas de esquerda, democráticas, progressistas e revolucionárias têm que procurar furar o cerco e partir para a ofensiva. Têm que perseguir a realidade em movimento pelo ângulo do povo e buscá-lo como parte do processo de movimento: não só procurar o povo nos períodos de eleição. Devem buscar, dentro das correlações de forças do Congresso Nacional e do próprio Governo Federal, criar um meio de comunicação nacional que busque chegar ao povo: isto pressupõe transformar a medíocre grade de programação da TV Brasil, das Rádios Nacionais, das TVs da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e outros meios públicos, pois, são lastimáveis.
Qualquer discurso que venha com a tese de que "Nós não temos nenhum poder jurisdicional, não temos nenhum poder persecutório, e a sociedade saberá compreender que essa é uma missão acima de qualquer suspeita de que nós adentremos em terreno que a lei não nos permite", como defende o Coordenador da Comissão da Verdade, ministro Gilson Dipp, faz parte de uma realidade que ‘buscam’ manter aqueles alunos da escola do Crime Organizado da Ditadura Militar. Seja quem for que defenda esta tese, significa que estão vivos, e bem vivos, os criminosos do Regime Militar. Convém expor aqui uma letra de Edson Gomes, chamada de Reviravolta:
"Agora amigo a gente fala o que quiser
(...)
Parece que a gente não corre mais perigo
Porém convém amigo, ficar de olhos abertos
Esteja previnido, esteja sempre atento
Pois nunca se sabe o que virá depois
A gente nunca sabe, não, a gente nunca sabe
Quem sabe eles pretendam retornar
Quem sabe eles promovam reviravolta
E os velhos caçadores, venham despertar
E a gente volte então a correr o mesmo perigo”.
Portanto, temos que seguir apoiando aqueles homens e mulheres e todas as forças políticas que entendem que o gelo da Lei da Anistia não é eterno e que precisa ser anulada, de um lado. De outro, tais homens, mulheres e forças políticas devem seguir o movimento da mudança, repudiando, igualmente, o argumento correlato de que os crimes estariam prescritos e reivindicar as leis internacionais para as quais não há essa de prescrição. Porquanto, “o gelo não é eterno”, “Nada é eterno, Nem o inverno”, assim como, a Lei da Anistia, que deve ser reformulada para o julgamento e prisão dos culpados.
Não sejamos pin guins que acredita em gelo.
Há cerca de meio bilhão de anos, um tal de Pin Guinzão, professor de geografia, morava em cima de uma placa de gelo, onde construiu residência e uma escola. Sua tese era que “o gelo era um material de construção como a pedra ou o ferro, de igual resistência ao desgaste do tempo e praticamente eterno”. Depois de vários acontecimentos, identificou e reconheceu que a “ilha de gelo na qual morava tinha se movido”. Relutou em acreditar no movimento da realidade, mas, no final da história, fez autocrítica e escreveu um livro cujo tema foi “O gelo não é eterno: causas e consequências”. Arrematando a questão de funda, Alberto Moravia, acrescenta que, assim como o provérbio:
“Quem acredita no gelo
Acaba no desgelo
Nada é eterno
Nem o inverno”.
Pois bem. Assim como este Pin Guin, professor de geografia, existem muitas pessoas no Brasil que afirmam que a “Comissão da Verdade não terá poder para impor revisão a Lei da Anistia”. Nesta frase, fica claro que a “Lei da Anistia” é como “um material de construção como a pedra ou o ferro, de igual resistência ao desgaste do tempo e praticamente eterna”. Esta é uma tese que foi produzida, empacotada como mercadoria informacional e posta em circulação pela escola do crime e apologia a matança da democracia e de cidadãos civis, bem como, ao roubo das nossas riquezas por intermédio das Multinacionais do Imperialismo, ou seja, pela Ditadura Militar e os lacaios que a constituiu e ainda constitui.
O que significa tal tese? Que existem diversos setores ligados às forças armadas brasileiras, as forças políticas conservadoras, setores econômicos aliados, do judiciário e meio de comunicações do terrorismo mediato, dentre outros, que estão exercendo imensas pressões contra o Governo da Presidenta Dilma Rousseff e da Meia Comissão da Verdade, principalmente, do povo brasileiro. O Governo e os partidos de Esquerda, por sua vez, estão choramingando apenas, com salve exceção que sempre existe; estão sempre na defensiva, cujo alvo é o Reformismo. Que síntese pode sobressair daí? A busca da verdade sem julgamento dos culpados? Então, para que a verdade se não se pede prender os culpados e jogá-los na cadeia? Ficaremos iguais ao filósofo que busca apenas contempla a realidade sem exercer uma ação sequer para transformá-la?
Não há de existir harmonia eterna nesta contradição, porque sua necessidade é a mudança e a transformação. As forças políticas de esquerda, democráticas, progressistas e revolucionárias têm que procurar furar o cerco e partir para a ofensiva. Têm que perseguir a realidade em movimento pelo ângulo do povo e buscá-lo como parte do processo de movimento: não só procurar o povo nos períodos de eleição. Devem buscar, dentro das correlações de forças do Congresso Nacional e do próprio Governo Federal, criar um meio de comunicação nacional que busque chegar ao povo: isto pressupõe transformar a medíocre grade de programação da TV Brasil, das Rádios Nacionais, das TVs da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e outros meios públicos, pois, são lastimáveis.
Qualquer discurso que venha com a tese de que "Nós não temos nenhum poder jurisdicional, não temos nenhum poder persecutório, e a sociedade saberá compreender que essa é uma missão acima de qualquer suspeita de que nós adentremos em terreno que a lei não nos permite", como defende o Coordenador da Comissão da Verdade, ministro Gilson Dipp, faz parte de uma realidade que ‘buscam’ manter aqueles alunos da escola do Crime Organizado da Ditadura Militar. Seja quem for que defenda esta tese, significa que estão vivos, e bem vivos, os criminosos do Regime Militar. Convém expor aqui uma letra de Edson Gomes, chamada de Reviravolta:
"Agora amigo a gente fala o que quiser
(...)
Parece que a gente não corre mais perigo
Porém convém amigo, ficar de olhos abertos
Esteja previnido, esteja sempre atento
Pois nunca se sabe o que virá depois
A gente nunca sabe, não, a gente nunca sabe
Quem sabe eles pretendam retornar
Quem sabe eles promovam reviravolta
E os velhos caçadores, venham despertar
E a gente volte então a correr o mesmo perigo”.
Portanto, temos que seguir apoiando aqueles homens e mulheres e todas as forças políticas que entendem que o gelo da Lei da Anistia não é eterno e que precisa ser anulada, de um lado. De outro, tais homens, mulheres e forças políticas devem seguir o movimento da mudança, repudiando, igualmente, o argumento correlato de que os crimes estariam prescritos e reivindicar as leis internacionais para as quais não há essa de prescrição. Porquanto, “o gelo não é eterno”, “Nada é eterno, Nem o inverno”, assim como, a Lei da Anistia, que deve ser reformulada para o julgamento e prisão dos culpados.
Não sejamos pin guins que acredita em gelo.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
EUA instalam novas bases militares na América do Sul
Bases estão sendo inauguradas na Argentina e no Chile
Indira Carpio Olivo e Ernesto J. Navarro (15/05/2012)
Em 24 de março de 2012, a página web aporrea.org , publicou uma nota de 4 dias antes, de matrizur.org , na qual afirma que o governador da Província de El Chaco, outorgava permissão para a instalação de uma base militar do Comando Sul nesse território argentino.
Diz o texto: “O edifício, que será inaugurado este mês, está localizado no prédio do aeroporto de Resistência – capital da Província do norte do Chaco – e encontra-se em sua etapa final de construção, será assim, o primeiro centro de operações na Argentina. Só falta equipá-lo com tecnologia de informática e ceder o lugar para, em seguida, concluir com uma capacitação de pessoal”, disse o comandante estadunidense Edwin Passmore, do Comando Sul, que reuniu-se semanas antes com o governador Jorge Capitanich”.
Dias mais tarde, em 05 de abril, o Chile de Sebastián Piñera abria as portas a esse mesmo Comando Sul.
Um complexo militar, localizado no Forte Aguayo da comunidade de Concón, região de Valparaíso, a uns 130 quilômetros a noroeste da capital Santiago, foi inaugurado com honras.
Frente aos protestos, quem aparece é o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmando que não é uma base militar operada por seu país, mas sim uma base chilena para treinamento de forças de paz das Nações Unidas.
Atualmente o Comando Sul opera bases militares no Paraguai, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Colômbia e Peru.
Em entrevista ao programa de rádio La Brújula del Sur, Walter Goobar, escritor editor do semanário dominical Miradas al Sur e colunista do diário Tiempo Argentino, comentou que o Governo dos Estados Unidos já não chama “bases militares” a essas instalações financiadas pelo Comando Sul, agora em seu novo discurso são denominadas: Deslocamento Cooperativo de Segurança, CSL (iniciais em inglês) ou Deslocamento Adiantado Operativo, FOL.
“O Comando Sul está tentando penetrar em diferentes países com programas que não sejam militares (ajudas para catástrofes, emergências, etc) com os quais se pode evitar as autorizações dos congressos, ou das autoridades nacionais”, afirma Goobar.
Apesar de o Governador da Província de El Chaco, Jorge Capitanich, negar rotundamente que a instalação cedida ao exército dos EUA seja uma base militar Goobar assinala: “Para mim é óbvio que se trata de instalações militares, financiadas pelo Comando Sul. Quem aparece da parte dos EUA, assinando acordos com o governador do Chaco, é o comandante Edwin Passmore um homem conhecido na Venezuela já que foi expulso por realizar atividades de espionagem, é um homem da inteligência estadunidense”.
Controle da Tríplice Fronteira
O escritor e analista argentino assegura que a província de El Chaco é altamente transcendental por várias razões, “neste caso específico (uma base) se permite ao Comando Sul o controle de uma zona estratégica que é para onde convergem as fronteiras da Argentina, Brasil e Paraguai e por onde corre o famoso Aqüífero Guarani”.
Ao perder a dianteira política na América do Sul, os Estados Unidos tem uma necessidade de controle do tipo territorial, Goobar agrega que “a instalação de bases em El Chaco e no Chile, permitirá também recrutar forças locais para tê-las sob suas ordens e em sua folha de pagamento”.
Consultado sobre as razões do governador de El Chaco para outorgar a permissão, Walter Goobar nos disse: “Pessoalmente creio que o governador Capitanich está tratando de conduzir uma espécie de política exterior por conta própria. Está contradizendo os postulados básicos da política exterior de Néstor e Cristina Kirchnner”.
Cercados?
Em seus artigos, Goobar analisa o deslocamento militar do Comando Sul e considera que “sim há razões para preocupar-se. Este deslocamento militar anda de mãos dadas ou no mesmo passo que o deslocamento da Grã-Bretanha no Atlântico Sul, nas ilhas Malvinas, com naves de tipo nuclear”.
“Parte deste deslocamento tem a ver com o Pentágono prevendo algum tipo de crise nos países da Alba e também com um eventual ataque por parte de Israel e/ou Estados Unidos contra o Irã e a necessidade de ter sob controle seu próprio pátio traseiro”.
Desembarque militar
A base oferecida ao Comando Sul na Argentina pelo governador de El Chaco sob o eufemismo de “base de ajuda a emergências” está localizada no aeroporto principal da região.
A razão? Walter Goobar explica: “Neste momento, a principal arma dos Estados Unidos são 7.500 aviões não tripulados chamados drones, e para operar estes aviões não é necessário o desembarque de fuzileiros, o único deslocamento militar necessário é um joystick, 14 telas de computador e um piloto que seja capaz de voar 3 drones ao mesmo tempo”.
Passmore
O Coronel cumpriu “tarefas humanitárias” na invasão ao Afeganistão comandando suas tropas. Além disso, foi assessor de Inteligência do ministro da Defesa do Kuwait durante a invasão do Iraque.
Desde 2005 serviu como adido militar na embaixada dos Estados Unidos na Venezuela, país do qual foi expulso por atividades de espionagem no ano de 2008.
Em fevereiro de 2011, Edwin Passmore foi protagonista da introdução das valises diplomáticas “secretas” que continham aparatos para comunicações secretas, codificação e interceptação de comunicações, equipamentos de posicionamento global (GPS), pacotes de software (suporte lógico) e uma grande lista de substâncias narcóticas e psicotrópicas.”
Indira Carpio Olivo e Ernesto J. Navarro (15/05/2012)
Em 24 de março de 2012, a página web aporrea.org , publicou uma nota de 4 dias antes, de matrizur.org , na qual afirma que o governador da Província de El Chaco, outorgava permissão para a instalação de uma base militar do Comando Sul nesse território argentino.
Diz o texto: “O edifício, que será inaugurado este mês, está localizado no prédio do aeroporto de Resistência – capital da Província do norte do Chaco – e encontra-se em sua etapa final de construção, será assim, o primeiro centro de operações na Argentina. Só falta equipá-lo com tecnologia de informática e ceder o lugar para, em seguida, concluir com uma capacitação de pessoal”, disse o comandante estadunidense Edwin Passmore, do Comando Sul, que reuniu-se semanas antes com o governador Jorge Capitanich”.
Dias mais tarde, em 05 de abril, o Chile de Sebastián Piñera abria as portas a esse mesmo Comando Sul.
Um complexo militar, localizado no Forte Aguayo da comunidade de Concón, região de Valparaíso, a uns 130 quilômetros a noroeste da capital Santiago, foi inaugurado com honras.
Frente aos protestos, quem aparece é o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmando que não é uma base militar operada por seu país, mas sim uma base chilena para treinamento de forças de paz das Nações Unidas.
Atualmente o Comando Sul opera bases militares no Paraguai, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Colômbia e Peru.
Em entrevista ao programa de rádio La Brújula del Sur, Walter Goobar, escritor editor do semanário dominical Miradas al Sur e colunista do diário Tiempo Argentino, comentou que o Governo dos Estados Unidos já não chama “bases militares” a essas instalações financiadas pelo Comando Sul, agora em seu novo discurso são denominadas: Deslocamento Cooperativo de Segurança, CSL (iniciais em inglês) ou Deslocamento Adiantado Operativo, FOL.
“O Comando Sul está tentando penetrar em diferentes países com programas que não sejam militares (ajudas para catástrofes, emergências, etc) com os quais se pode evitar as autorizações dos congressos, ou das autoridades nacionais”, afirma Goobar.
Apesar de o Governador da Província de El Chaco, Jorge Capitanich, negar rotundamente que a instalação cedida ao exército dos EUA seja uma base militar Goobar assinala: “Para mim é óbvio que se trata de instalações militares, financiadas pelo Comando Sul. Quem aparece da parte dos EUA, assinando acordos com o governador do Chaco, é o comandante Edwin Passmore um homem conhecido na Venezuela já que foi expulso por realizar atividades de espionagem, é um homem da inteligência estadunidense”.
Controle da Tríplice Fronteira
O escritor e analista argentino assegura que a província de El Chaco é altamente transcendental por várias razões, “neste caso específico (uma base) se permite ao Comando Sul o controle de uma zona estratégica que é para onde convergem as fronteiras da Argentina, Brasil e Paraguai e por onde corre o famoso Aqüífero Guarani”.
Ao perder a dianteira política na América do Sul, os Estados Unidos tem uma necessidade de controle do tipo territorial, Goobar agrega que “a instalação de bases em El Chaco e no Chile, permitirá também recrutar forças locais para tê-las sob suas ordens e em sua folha de pagamento”.
Consultado sobre as razões do governador de El Chaco para outorgar a permissão, Walter Goobar nos disse: “Pessoalmente creio que o governador Capitanich está tratando de conduzir uma espécie de política exterior por conta própria. Está contradizendo os postulados básicos da política exterior de Néstor e Cristina Kirchnner”.
Cercados?
Em seus artigos, Goobar analisa o deslocamento militar do Comando Sul e considera que “sim há razões para preocupar-se. Este deslocamento militar anda de mãos dadas ou no mesmo passo que o deslocamento da Grã-Bretanha no Atlântico Sul, nas ilhas Malvinas, com naves de tipo nuclear”.
“Parte deste deslocamento tem a ver com o Pentágono prevendo algum tipo de crise nos países da Alba e também com um eventual ataque por parte de Israel e/ou Estados Unidos contra o Irã e a necessidade de ter sob controle seu próprio pátio traseiro”.
Desembarque militar
A base oferecida ao Comando Sul na Argentina pelo governador de El Chaco sob o eufemismo de “base de ajuda a emergências” está localizada no aeroporto principal da região.
A razão? Walter Goobar explica: “Neste momento, a principal arma dos Estados Unidos são 7.500 aviões não tripulados chamados drones, e para operar estes aviões não é necessário o desembarque de fuzileiros, o único deslocamento militar necessário é um joystick, 14 telas de computador e um piloto que seja capaz de voar 3 drones ao mesmo tempo”.
Passmore
O Coronel cumpriu “tarefas humanitárias” na invasão ao Afeganistão comandando suas tropas. Além disso, foi assessor de Inteligência do ministro da Defesa do Kuwait durante a invasão do Iraque.
Desde 2005 serviu como adido militar na embaixada dos Estados Unidos na Venezuela, país do qual foi expulso por atividades de espionagem no ano de 2008.
Em fevereiro de 2011, Edwin Passmore foi protagonista da introdução das valises diplomáticas “secretas” que continham aparatos para comunicações secretas, codificação e interceptação de comunicações, equipamentos de posicionamento global (GPS), pacotes de software (suporte lógico) e uma grande lista de substâncias narcóticas e psicotrópicas.”
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