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sexta-feira, 3 de junho de 2016

ACORDOS ESPÚRIOS: REPÚBLICA DE CURITIBA E OPERAÇÃO LAVA JATO SÃO ALIADOS DO GOVERNO GOLPISTA DE MICHEL TEMER

"Não tolero o magistrado, que do brio descuidado vende a lei, trai a justiça - faz a todos injustiça. Com rigor deprime o pobre, presta abrigo ao rico, ao nobre, e só acha horrendo o crime no mendigo, que deprime" Luiz Gama (1830-1882)
Por: Luis Carlos

Antes da sessão do Senado, em 11 de maio, que afastaria Dilma Rousseff da presidência, houve um acordo político-judicial entre "representantes da força-tarefa da Operação Lava Jato" e o presidente Brutus Michel Temer.

A trama foi articulada pelo ex-presidente da ANPR, Alexandre Camanho, em um evento organizado já para esse objetivo. Da parte de Michel Temer esteve seu capanga e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e da República de Curitiba e Operação Lava Jato: Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon.

O conluio firmou um acordo no qual Michel Temer permitiria a "manutenção no cargo do superintendente da Polícia Federal no Paraná, Rosalvo Franco, responsável pela Lava Jato", visando, não colocar em "risco as investigações".

Destaco aqui a expressão, investigações, porque contra o PMDB e PSDB que não são, mas, sim, contra o governo usurpador da presidenta Dilma e do Ex-presidente Lula, está claro. E, o que vou colocar, não são meras coincidências, senão a confirmação de que tanto o Ministério Público da República de Curitiba quanto a Operação Lava Jato estão trabalhando para a classe dominante.

O primeiro que arrolo está ligado ao coordenador da força tarefa da Lava Jato, Igor Romário de Paula, quando se "queixou do vazamento das conversas entre Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado".

“O que nos preocupa somente é que isso venha a público dessa forma, sem que uma apuração efetiva tenha sido feita antes”.

Este grande falsário e serviçal da burguesia brasileira se esqueceu de fazer a si mesmo uma alta queixa a respeito da divulgação ilegal dos grampos pelo juiz da direita Sergio Mouro para barrar a nomeação de Lula como Ministro de Dilma.

Outra coisa importante, é o elogio de Igor Romário de Paula a "escolha de Alexandre de Moraes, o espancador de estudantes de São Paulo e ex-advogado de Eduardo Cunha, para o Ministério da Justiça" do governo golpista.

O segundo, são as informações prestadas pelos "integrantes da força tarefa da Lava Jato" ao ex-ministro de Temer, Fabiano Silveira, que os procurou por "diversas vezes", colhendo dados de que o poder paralelo não disponha de "informações de inquéritos" referente ao "presidente do Senado, Renan Calheiros", bem como, sobre os R$ 400 mil que estava preocupando o presidente do Senado.

Terceiro fica por conta do próprio Sergio Moro. Diz o portal vermelho que: "apesar do governo provisório de Michel Temer (PMDB) ter formado o seu gabinete com sete ministros investigados pela Lava Jato, sendo que um deles foi flagrado em conversa articulando o impeachment para barrar as investigações, o juiz federal Sérgio Moro, (..), disse nesta quarta-feira (1º de junho) acreditar que Temer não interfira no andamento da operação". E, rasga elogios ao novo ministro golpista da Advocacia-Geral:

"Eu gostaria de aproveitar aqui o momento para cumprimentar o excelentíssimo ministro Fábio Medina Osório, ministro da Advocacia-Geral da União. Temos a confiança que o novo governo não vai de maneira nenhuma tentar obstruir os trabalhos da Justiça"

O Vermelho ainda acrescenta o seguinte:

"Moro não se conteve e completou: "Mas mais do que isso até a sua qualificação [se referindo ao ministro Osório] acreditamos que o novo governo vai mais do que isso, vai tentar alterar o quadro institucional para a melhoria desse sistema para prevenir esses quadros de corrupção sistêmica"".

Como podemos apreciar, identificamos e reconhecemos que o Ministério Público da República de Curitiba e a Operação Lava Jato, apesar da fingida independência em não conotarem apoio ao governo de Michel Temer e ao impeachment de Dilma, pelo que trabalharam tanto, não conseguem tapar o sol com a peneira, de modo que, são fieis apoiadores do governo interino, como deixam a transparecer os elogios de Igor Romário de Paula e Sergio Moro, bem como, informações disponibilizadas a membros do PMDB, inclusive, segurando provas sobre crimes de corrupção desse partido e do PSDB, enfim, nas atitudes contraditórias sobre os grampos, acordos espúrios as sombras com um governo que foi parido de um golpe de estado.... 

domingo, 29 de maio de 2016

FHC: O SOCIÓLOGO E POLÍTICO DAS PALAVRAS ENGRAÇADAS SEM TETO SEM NADA


"Acontece que quem concebe a ideologia de esquerda como um sentimento de exaltação da dignidade humana e sonha com um sistema social que considere mais as realizações do espirito humano do que a das máquinas da indústria, esse nunca deixou de ser de esquerda. Um esquerdista autêntico, ao ver suas expectativas frustradas, vai fazer uma reavaliação das estratégias de conquista de poder e vai buscar novas alternativas de esquerda, jamais se entregar ao discurso fantasioso do paraíso neoliberal" (Ademir Furtado)

Por: Luis Carlos

FHC é um sociólogo e político descontextualizado do espaço e do tempo real, de modo que, passou a ser guiado, parafraseando Toquinho, pelas palavras engraçadas sem teto sem nada, inclusive, já houve quem dissesse que ele dizia uma coisa no Brasil e no exterior outra. 

Por esses dias, em Nova York, o guru apoiador de golpes na América Latina divulgou uma nota na qual transfere ideias das ciências sociais para um contexto discurso que só existem ali na mensagem e que não se relacionam nem com o juízo da história e nem com a vida prática, uma vez que, não faz delas conteúdo de pensamento que guia sua ação e que essa mesma ação seja guiada pelo seu pensamento.

"Os que me conhecem sabem que fui treinado como cientista social quando, a despeito de crenças e valores, os intelectuais procuravam manter a objetividade científica como um valor central em seus labores acadêmicos. Não obstante, a vaga ideológica existente em alguns setores universitários parece confundir, nos dias de hoje, a posição de ativistas com a de cientistas".

É de provocar risos esta apreciação de que é conhecido pela "objetividade cientifica" e "valor" no trabalho acadêmico. Prestando atenção na citação, observa-se que, desse último espaço não passa a ação acadêmica-política, como se além dos muros das academias não existisse o espaço da sociedade. Por isso, que de seu ponte de vista, os 499 intelectuais do encontro são "ativistas" e, neste sentido, ao ultrapassarem os muros das universidades, não são cientistas e, que portanto, são vagos ideólogos. Fico imaginando se não existissem universidades, aonde seria produzido ciência, mas sigamos...

Toda a história da ciência prova que essa fala de FHC é uma mentira tanto do ponto de vista da tecnologia e da técnica aplicada ao desenvolvimento das sociedades, no tempo e no espaço global, quanto da utilização do conhecimento científico [produzido pelas universidades ou não] em face dos problemas postos pelos homens e mulheres do mundo social, pois, se valem desse mesmos conhecimentos, no caso das ciências sociais, para guiarem o comportamento da história ao responderem os desafios colocando pela luta de classe. Não existe uma linha tênue entre uma coisa e outra, o que existe é uma extensão que envolve o todo.

Quem não sabe que ""objetividade cientifica" e ideologia andam juntas desde sempre, só na mente de um sociólogo hipócrita e falsificador do conhecimento existe essa ideia ultrapassada quando, a seu bel prazer, justifica sua mentira. O conhecimento das ciências sociais devem e podem ser o guia das ações do povo e, se assim é,  tais ações devem ser pautadas por elas, do contrario, o conhecimento é transcendental ao contexto, ou seja, algo como que amputado da realidade sem teto sem nada. 

FHC é um falsificador de fatos e acontecimentos e usa-os para justificar e encobrir as ações dos golpistas e salafrários do tipo dele porque subtrai a realidade objetiva da exteriorização do pensamento. Quando os diversos cientistas sociais analisam a realidade politica do que está acontecendo no Brasil e dizem que existe um golpe de estado é porque estão, efetivamente, usando a objetividade cientifica na sua atuação "ativista". Para se safar das criticas e denuncias usa sua arrogância socioloverborragista para criticar os outros como sendo ideológico, como se ideologia fosse um crime, pelo contrario, e, diametralmente oposto, prefiro a apreciação de Vladimir Lenin, ao dizer aos estudantes, que toda atividade politica é uma atividade científica por excelência. 

Antes de expor sua visão de ex-esquerdista vitimizado pela Ditadura Militar, e no mesmo parágrafo [atemporalmente, sem nenhuma analise de sua guinada para a direita pró-neoliberal e imperialista], de colocar seu histórico de senador, chanceler, ministro da fazenda e presidente da república, falou algo que por si só é de encantar seus verdadeiros fãs brasileiros, os meios de comunicações monopolistas e seus correligionários corruptos do PSDB: 
"Fui e sou comprometido com valores democráticos no mundo e na politica brasileira".
Palavras engraçadas sem teto sem nada é uma coisa de provocar risos, não pelo conteúdo sério que tem a democracia, mas pela mentira deslavada desta frase sem contexto porque não considera seu ex-esquerdismo capenga e sua posterior atuação política anti-povo, neoliberal e imperialista, ontem e hoje no Brasil. Para socorrer-me a uma crítica sobre esta mentira nua e hipócrita basta colocar aqui algo que escrevi no corrente mês:

"A jornalista Maria Frô, em 2012, disse na Revista Forum uma frase que resume um texto: "PSDB é um partido que apoia golpes".
O mesmo se aplicar para Fernando Henrique Cardoso e seus comparsas de legenda. É o que identificamos no Tijolaço quando Miguel do Rosário comentou, em março de 2014, que:  "FHC quer ser o guru de todos os golpes"
Vemos o PSDB e FHC apoiarem o Golpe de Estado no Honduras e o Golpe de Estado no Paraguai. Ademais, sempre foram simpatizantes de um Golpe de Estado contra Hugo Chávez e Nicolás Maduro na Venezuela.
O senador Roberto Requião (PMDB) disse uma frase, em julho de 2012, estampada no Brasil247, que profetizava a realidade de 2016 no Brasil: “Quem apoia Franco (Federico Franco, o vice de Lugo que tomou o poder no Paraguai) apoiaria um golpe no Brasil”.
Hoje estamos presenciando não só o apoio do PSDB a um Golpe de Estado no Brasil, mais também, a participação efetiva e a defesa mercenária a um GOLPE contra a democracia e o povo brasileiro".

Os "valores democráticos" de FHC no mundo e na vida política brasileira fazem parte da democracia burguesa de apoiar e praticar golpes de Estado contra a democracia popular representativa, imagino se fosse uma democracia protagonista com participação ampla do povo nas decisões de mando do governo e do estado brasileiro!? 

A nota de FHC daria um livro se fôssemos fazer a critica a cada ideia que desenvolve, mas, enfim, não tenho tal pretensão, ademais, o tempo não me permite a tanto. Por isso, observaria no portanto e porquanto, o fato de que, quem está familiarizado com o que está acontecendo no Brasil, ao ler a defesa de FHC, em relação impeachment da presidenta Dilma, observa de imediato que sua justificativa contra os que afirma que existiu, sim, um golpe na quadra histórica brasileira, se baseia em palavras engraçadas sem teto sem nada, iguaizinhas as que observamos acima,  pois, segundo o guru de todos os golpes, o "impeachment" foi "procedido na estrita obediência da Constituição" com base na responsabilidade fiscal, uma vez que :"o governo Roussef utilizou recursos não aprovados pelo Congresso e mascarou a verdadeira situação fiscal do país durante o ano eleitoral".

             

sexta-feira, 27 de maio de 2016

NOTÁVEIS MULHERES CONTRA NOTÁVEIS CORRUPTOS DE UM GOVERNO DE MACHISTAS



Por: Luis Carlos

Antes dos golpistas usurparem a presidência, o Brutus traidor Michel Temer [com sua fisionomia espantado de filme de terror, inclusive, a impressão que tenho dele nas entrevistas é de que desvia sempre sua atenção dos olhos das pessoas com quem está falando, tem uma obsessão por manter uma postura vaidosa de estadista burgues, sempre verificando a gravata ou sua postura corporal, como que procurando mostrar superioridade sobre os demais (este tipo de gente é perigosa)], enfim, o conspirador falou que iria montar um ministério  de notáveis, em outras palavras, um especie de conjunto de ministros supra sumo do saber, ou seja, que está além do melhor e mais que o máximo em conhecimento técnica de cada área especifica dos ministérios, por isso, seriam notáveis, ilustres, excessivamente, relevantes em comparação a toda hierarquia partidária e ideológica.

A arrogância de Temeroso depois da montagem do ministério salta aos olhos, literalmente, e, dois fatos submergiram a luz do dia no Brasil e mundo inteiro.

O primeiro é que ninguém pode dizer que Michel Temer não cumpriu sua promessa, nisso tiro o chapéu, seu ministério foi mesmo de NOTÁVEIS, mas de notáveis corruptos e apadrinhado de corruptos aliados no parlamento, salteadores dos direitos das minorias excluídas e direito publico como previdência social, destruidores de programas sociais que vão a cada dia que passa minguando aos poucos como uma bola de assopro furada, surrupiadores dos serviços públicos como saúde, educação e entreguistas de nossos riquezas a Tio Sam imperialista.

O segundo é que para Michel Temer, ministério de NOTÁVEIS não incluía as mulheres, demonstrando um machismo desmedido e preconceito sem igual. O governo golpimpeachment deixou evidenciado que as mulheres não seriam par de igualdade intelectual e, assim, seriam mulheres do lar apagadas da ilustração do saber, conhecimento e relevância técnica para fazerem-se ilustres ministeriais, se muito poderiam participar do segundo escalão do governo, justificou seu mais próximo Jucá (no nordeste do país jucá é também uma árvore quantiosa nos sertões e cujo pau duro serve para tanger o gado):"As mulheres estarão bem representadas em secretarias".

Que governo arrogante e preconceituoso. Talvez porque as mulheres não fossem mesmo ilustres e notáveis ao ponto de não desejaram compactuar com sua intelectualidade, saber, conhecimento e domínio técnico em diferentes áreas estruturais do Estado com um governo antidemocrático. Por não serem mesmo notáveis em corrupção é que não foram participar de uma corja de corruptos, preferindo mesmo serem mulheres apagadas de todo e qualquer tipo de corrupção, elegendo ser ilustres guerreiras em outros campos da luta política, pugnando notavelmente contra a enganação de supostos mentirosos que usam conceito sem pé e sem cabeça. Ilustres foram para o Brasil e ao mundo as 5 mulheres que disseram não aos usurpadores como a cantora Daniela Mercury, a jornalista Marília Gabriela, a atriz Bruna Lombardi, a antropóloga Cláudia Leitão e a consultora Eliane Costa. Enfim, NOTÁVEIS mesmo são as mulheres brasileiras que estão nas ruas contra um Golpe de Estado e todas suas camaradas mulheres brasileiras que dizem não a um governo de notáveis machistas.


terça-feira, 24 de maio de 2016

007 QUANTUM OF SOLACE: BRASIL - SEUS RECURSOS NATURAS NÃO PODEM SER DO POVO.


Por: Luis Carlos

O filme de 007, quantum of solace, apresenta uma organização secreta, cujo plano é adquirir uma grande parcela do deserto boliviano para monopolizar a água que reside no subsolo. O personagem vilão Dominic Greene é, segundo o próprio roteiro, filiado ao pensamento verde, como sugere o conceito green em inglês.

Ao assistir esta carta régia cultural, vinda do outro lado do atlântico, duas coisas me chamaram a atenção. A primeira vem da fala que Dominic Greene faz a respeito de sua proposta dirigida a um suposto "ditador boliviano", qual seja então, a troca das terras do deserto pelo auxílio em um Golpe de Estado. 

A outra foi a parte da cena do filme que Dominic Greene expõe para dois agentes da CIA, que não liga para ditador algum, contanto que levem a parte deles, se justificando a respeito de sua intervenção na Bolívia:

"A Venezuela, o Brasil e agora a Bolívia. Com vocês presos no Oriente Médio, a América do Sul cai feito dominós. Não precisam de outro marxista dando os recursos naturais ao povo, precisam? Não podemos fazer nada acerca de um golpe que desconhecemos. E eu tenho essa praga".

Pode-se extrair destas duas cenas uma questão de fundo subjacente no metadiscurso, ou seja, de que os recursos naturais, como petróleo e água, são riquezas que não devem pertencer aos povos originais de seus próprios países, senão as potências imperialistas como EUA, Inglaterra e demais nações da União Europeia. E, se existem governos pedras no caminho delas [como Hugo Chávez ou Maduro na Venezuela, Evo Morales na Bolívia e Luís Inácio Lula da Silva ou Dilma no Brasil], uma coisa é certa, todos os Estados que têm governos progressistas devem ser destituídos de suas presidências através de Golpe de Estado, ao exemplo de Venezuela, Brasil e Bolívia, como sugere o vilão Dominic Greene, porque aqueles recursos naturais não podem ser propriedade do povo. 

Além disso, esta obscura uma ideia, porém, aqui expressamos com clareza, que é a questão que se você, eu ou qualquer patriota que ama seu país se posiciona contra o roubo de nossas riquezas, como estão fazendo o governo golpista da classe dominante junto com o imperialismo norte-americano com o pré-sal, fique ciente que vão lhe qualificar de marxista, tentando lhe colocar num discurso discriminatório de inimigo, igualzinho, ao que Adolf Hitler fez quando generalizou o conceito de antissemitismo para condenar não somente os judeus mais também todos os alemãs que se posicionaram contra seu governo e os sumários genocídios por esse levado a efeito.

Por fim, 007 quantum of solace, também fez cair a ficha do ideólogo do PSDB, Olavo de Carvalho, pois esclarece que o mesmo assistiu muito o filme inglês para qualificar todos os movimentos operários, sociais, populares, culturais, dentre outros, que lutam por seus direitos sociais e a riqueza de sua nação mãe, como sendo tudo esquerdismo, marxistas, comunistas.... 

domingo, 22 de maio de 2016

NO CANTAR DO GALO A REDE GLOBO É TRAIÇOEIRA E VENENOSA COMO UMA CASCAVEL


Por: Luis Carlos

Uma Rede Globo cujo fundador, Roberto Marinho, preconceituosamente, dizia a sua equipe de jornalismo mercenário, que não queria preto e nem desdentado aparecendo no Jornal Nacional [e, aqui, podemos compreender com mais clareza a contundente crítica de Bezerra da Silva, que senão de forma direta, mas indiretamente apontando para a Globo, que ao defender a "gente humilde marginalizada" da "favela" falou que essa mesma gente era uma "verdade que não saia no jornal", querendo dizer com isso que a mídia hegemônica, incluindo a Globo, ao invés de falar da realidade social e condições de vida do povo das favelas, deveras, o excluía e o apagava de suas noticias, simultaneamente, criando sobre seu espaço urbano de moradia uma capa mentirosa de que era reduto de marginal];

Uma Rede Globo cujo fundador, Roberto Marinho, dizia a sua equipe de jornalismo mercenário: "se o Brizola se jogar na frente de um trem para salvar uma criança, se a criança se salvar e o Brizola morrer, mesmo assim, você tem que me consultar (...) para saber se pode ou não dar o nome do Brizola no Jornal Nacional". Se você tira o nome de Brizola e ponha, assim, o nome de Dilma e Lula, essa instrução está em vigor até hoje";

Uma Rede Globo que negou se posicionar contra o golpe que a elite aplicou sobre João Goulart, em abril de 1964, apoiando cegamente a Ditadura Militar por mais de 21 anos;

Uma Rede Globo que subtraiu o conceito de Golpe de Estado (como em 1964) quando a direita fascista e antidemocrática usurpou a presidência de Manuel Zelaya e Fernando Lugo, respectivamente, de Honduras e Paraguai, que, assim, como neste dois eventos históricos, hoje em dia pratica o mesmo no Brasil dizendo que impeachment sem crime de responsabilidade não é golpe, ao tempo que, apoia uma classe dominante entreguista e antidemocrática;

Uma Rede Globo que: "Ao esconder 40 mil belorizontinos recepcionando a presidente Dilma Rousseff (PT) e gritando ‘Fora Temer’, na sexta (20), a TV Globo repetiu 1984 quando, em plena ditadura militar, a emissora escondeu 300 mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, no comício das ‘Diretas Já’ para presidente da República".

Uma Rede Globo que não só fez campanha contra o governo da presidenta Dilma, mais que saiu com os três patetas da família Marinho de seus escritórios para participar de passeata de rua pelo impeachment, e que atualmente, depois da saída temporária da presidenta, apoia incondicionalmente o governo golpista de Temeroso;

A Rede Globo é por  todo este comportamento anti "povo" brasileiro e pró classe dominante, o que escrevi alguns dias atrás, com um pequeno acréscimo de detalhe:

O Reino da Estupidez da Rede Globo tem raiva do povo, demonstrado racismo e preconceitos a respeito do mesmo povo-rei. Historicamente, sempre procurou desonrar e combater qualquer tipo de governo popular, bem como, os projetos políticos ligado ao proletariado. Esta desonra e este combate sempre foi pautado na fúria da fantasia exagerada e desmedida propaganda, sempre defendendo os carcomidos interesses políticos e econômicos da burguesia, pois, ao quarto canto do galo negou existir Golpe de Estado em Honduras e Paraguai, no Brasil negou existir Golpe de Estado em 1964 e nega existir em 2016, sem falar de bajulação da Ditadura Militar.  Por isso, dia após dia, a hipocrisia da estupidez, igualmente, sempre negou a solidariedade e a justiça ética do povo em beneficio de uma ética capitalista e imperialista. Como se não bastasse, fez da propaganda partidária uma esquizofrenia plutocrática, onde não há o mínimo conteúdo de fatos e acontecimentos que se aproxime da verdade, senão, chaves e mensagens sem sujeito e predicado, mas, slogans da classe dominante, visando confundir o povo dos verdadeiros interesses que defendem. 





quinta-feira, 19 de maio de 2016

IMPEACHMENT SEM GOLPE: FARSA DA GUERRA DE IDEIAS DELIRANTES VIA MÍDIA BURGUESA



Por: Luis Carlos

A luta política empreendida pelo povo contra o golpe enfrenta uma guerra de ideias delirantes de extremas proporções, levado a efeito pelos meios de comunicações televisivos e escritos, bem como, grupos organizados pelos golpistas nas redes sociais, cujo objetivo essencial é gerar insegurança e incerteza nas pessoas para abatê-las e enfraquecer suas forças pujantes de luta, e, assim, controlar o mando de Estado, para destruir todos os direitos sociais adquiridos pelos movimentos sociais e populares.

Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego, fala que Bernardo Soares, personagem que escreve sua autobiografia, foi abatido diante de um contexto de ideias delirantes:
  
"Tendo visto com que lucidez e coerência lógica certos loucos justificam, a si próprios e aos outros, as suas ideias delirantes, perdi para sempre a segura certeza da lucidez da minha lucidez".

Para não titubearmos sobre qual o caminho da história a seguir, vamos tentar expor uma das ideias delirantes dos golpistas, a que gira em torno da subtração do conceito de Golpe de Estado da cena política brasileira, ideia essa que entra em conflito com a realidade, a medida que, apregoa uma crença falsa e caricatural de um impeachment que não é golpe. 

Impeachment que não é golpe é uma tese alimentada pelos meios de comunicações hegemônicos. E, este comportamento da mídia [que levam a muita gente a perderem a segurança da certeza de suas próprias lucidezes, diante desta delirante ideia] vem sendo gestada, intencionalmente, a muito tempo... 

Todos vão lembrar da propaganda dos meios de comunicações plutocráticos, principalmente, da Rede Globo, quando em alguns momentos recentes da história, suprimiram, propositalmente, o conceito de "Golpe de Estado", ou, quando aplicaram o mesmo quando lhes convinha. 

No primeiro caso, foi gritante o sumiço do conceito de Golpe de Estado para proteger as oligarquias parasitas de Honduras e Paraguai (que em ambos países massacraram seus povos). No segundo, foi severa em usá-lo para encobrir a "mão invisível" do imperialismo na derrubada do presidente do Egito. José Antonio Lima, em Carta Capital, aborda a questão dizendo que: 

"Não é difícil identificar um golpe de Estado, mas a grande imprensa brasileira tem pesos e medidas diferentes para fazer isso. Em julho, todos os grandes veículos usaram o termo golpe para identificar a derrubada do presidente do Egito. Em 2009, em Honduras, e 2012, no Paraguai, quando caíram, respectivamente, Manuel Zelaya e Fernando Lugo, o termo golpe foi suprimido deliberadamente. Em comum entre Zelaya e Lugo, o fato de serem ligados à esquerda política. Para grande parte dos grandes veículos brasileiros, entretanto, aqueles movimentos não se tratavam de golpes, exatamente como o que apoiaram em 1º de abril de 1964 e que derrubou João Goulart".

É um desdobramento lógico, afirmar que, quem defende um Golpe de Estado quando lhe é conveniente e nega quando convém, praticará sempre o mesmo método, pois, esse é o modus operandi dos meios de comunicação da burguesia. 

De fato. Os principais meios de comunicação da classe dominante usaram da operação propagandista que foi praticado nos casos de Honduras e Paraguai para aplicar no Brasil de hoje, ou seja, do expediente da negação de Golpe de Estado.   


"A Rede Globo montou uma campanha implacável em torno do tema “impeachment não é golpe”, recorrendo a um recurso primário. Chega até o jurista e pergunta se impeachment é golpe. É o jurista obviamente responde que não, já que previsto na Constituição. A pergunta a ser feita é “este impeachment, da maneira como está sendo montado, é golpe?”. É golpe. Como impichar uma presidente sem apontar uma culpa sequer, sem comprovar nenhum crime de responsabilidade?"

Pois é, como via de regra, empregam o procedimento seletivo de fatos e acontecimentos para disseminarem ideias delirantes para destorcer, camuflar e ocultar o pântano de fundo vil de seus interesses, em outras palavras, com a ajuda da guerra delirante produziram - com o objetivo de descentralizar as percepções e entendimentos das pessoas a respeito do foco central - duas linhas de atuação: de um lado, um slogan de impeachment que não é golpe, de outro lado, brindaram o exercício governamental de um grupo de golpistas através da máscara da falsidade, bem como, da mentira transvestida de supostas coerências que, sem sombra de duvida, marcam seu lugar como a maior fraude da história brasileira.

Não se sabe ainda quem a deusa estupidez tem dominado mais, se os golpistas da burguesia que reagiram na Câmara e Senado a palavra golpe, os meios de comunicações da plutocracia que tentam amputar o conceito de Golpe de Estado da vida nacional ou o STF que [por intermédio dos Brutus do Supremo Tribunal Federal, na pessoa de Rosa Weber] quer agora ministra censura a palavra Golpe, chegando, inclusive a aceitar um pedido da Câmara dos Deputados para que a presidente eleita e usurpada de seu cargo vá ao parlamento "baixo" dá explicações sobre a utilização do conceito empregado, proferidos nos discursos públicos sobre impeachment.

Enfim, ao enfrentar a ofensiva das ideias delirantes, tipicas da guerra psicológica, jamais seremos um Bernado Soares para recuar cheio de horror diante das manipulações dos meios de comunicações golpistas que pretendem fazer o impossível: apagar da realidade social e da história recente um GOLPE DE ESTADO. Neste sentido, iremos avançar pujantes na luta contra este crime praticado na direção de nossa gente. No contrapé da aceitação da ideia, "perdi para sempre a segura certeza da lucidez da minha lucidez", ocasionado pela fantasia mediática, o povo que na luta faz a história, essa bíblia do porvir, em oposição a todo tipo de manipulação [olhando a "fimbria do vasto horizonte" que na "luz da alvorada" trás "um dia melhor"] vai seguir declarando seu repúdio a tal desvairada mentira.

Desde muito cedo, quando satanizavam o socialismo dizendo que não prestava por isso ou por aquilo, logo vi que [o padrão de interesses e ideias delirantes na condenação sem justificativa alguma sobre o tema], na verdade, buscavam ocultar os interesses das elites, e, paulatinamente, fui observando que o slogan sem conteúdo era uma enganação e uma distorção dos fatos e acontecimentos verdadeiros. De igual maneira, hoje, posso dizer que esta delirante tese de impeachment sem golpe, apregoado pelos golpistas, no quadro como aconteceu, é uma mentira e uma manipulação, e diametralmente oposto a isto, dizemos: É GOLPE DE ESTADO SIM.  

Vem vamos embora que esperar não é saber...Este é o caminho...

sábado, 7 de maio de 2016

O REINO DA ESTUPIDEZ DA REDE GLOBO



Por: Luis Carlos


Reino  da  Estupidez é um poema de Francisco de Melo Franco. Nele, o poeta brasileiro considera que a Estupidez, deusa mitológica, tem cinco fúrias: raiva, fanatismo, hipocrisia, superstição e inveja. A mais veemente opositora da Estupidez, é a deusa Minerva que tem como essência a sabedoria, o conhecimento, além de ser patrona do trabalho manual com base no conhecimento prático, em vez de um trabalho puramente especulativo.

Tomaremos emprestado o poema de Melo Franco para compará-lo e ilustrá-lo com o pântano golpista da classe dominante e seu terrorismo mediático. E nesta perspectiva, definiremos que a Globo é o Reino da Estupidez mediática no Brasil de hoje. Das fúrias peculiares do Reino da Estupidez da Rede Globo iremos tecer comentários sobre três em especial: Raiva, Fanatismo e a hipocrisia. 

A primeira fúria do Reino da Estupidez da Rede Globo é a raiva contra o povo, raiva essa que alimenta seu sangue parasita.

Paulo Henrique Amorim emergiu do fundo do esquecimento uma fala macabra e raivosa de Roberto Marinho. Segundo nos conta, esse teria dito ao Diretor de Jornalismo da Globo que não queria "negro" nem "desdentado" aparecendo no Jornal Nacional. Nas considerações de Amorim, a linha editorial era clara: "Ou seja, não deixar ir para o ar o preto, o desdentado, o pobre, o miserável, o homem sexual, o marginalizado, o nordestino, o nordestino (...)". Isso é de causar perplexidade até nos animais irracionais, não é? Que alma mesquinha e bizarra teria esse homem!!! 

É um desdobramento lógico, deduzir que deste grotesco caráter, igualmente, vem a raiva contra qualquer tipo de governo trabalhista, que os estúpidos globais tentam combater raivosamente desde "os tempos de Getúlio Vargas". 

O lixo mediático da estupidez também tem como fúria a fantasia. A medida que se posiciona, raivosamente, contra o povo e seus projetos políticos, assume uma posição de classe dominante, e neste sentido, entra em cena o fanatismo como parte da segunda fúria do Reino da Estupidez da Rede Globo. O fanatismo se apresenta em toda atitude exagerada e desmedida da defesa propagandista, que tem como pano de fundo as bandeiras carcomidas dos interesses políticos e econômicos da burguesia. Rodrigo Vianna, que trabalhou para a globo, diz: “A Rede Globo é o cão de guarda da elite brasileira. Eu trabalhei lá e sei bem”, e acrescenta: “O Grupo Globo historicamente faz oposição às políticas trabalhistas e a favor de causas liberais. Desde a era Vargas, quando teve um papel fundamental ao cerco que levou ao suicídio de Getúlio, passando pela derrubada de Jango e até a oposição, quase golpista, aos governos de Lula e Dilma”.

Mas, não basta a raiva contra o povo e seus projetos polítocos e a fantasia da defesa dos interesses da classe dominante, necessita ainda da hipocrisia. Diuturnamente, a Estupidez da Rede Globo demonstra a hipocrisia pelo comportamento inexistente de ética. Porque inexistente? Porque, ao tempo que, seu conteúdo é preenchido com o desrespeito e preconceito o "preto, o desdentado, o pobre, o miserável, o homem sexual, o marginalizado, o nordestino", a Estupidez deixa, hipocritamente, os mais básicos valores universais da humanidade, ou seja, de ter respeito, senso de justiça, solidadriedade e hora com povo brasileiro. Todavia, ao tempo que, a Globo Estupida nega este valores, simultaneamente, assume outro tipo de ética. em outras palavras, abraça descaradamente a ética mediático da classe dominante brasileira, recheada de individualismo, falsidade e mentira, disseminados pelas inúmeras propagandas que faz em defesa da direita fascista, com as mais espúrias fúrias de raiva, fantasia e hipocrisia.   

Por esses dias a fúria hipócrita da Estupidez disse que Temer precisaria ser a "antítese de Dilma, e em todos os sentidos, inclusive no ético". Esse pedido é de provocar, literalmente, risos. 

Em editorial, chegou ao cumulo da hipocrisia quando deu um puxão de orelha em Michel Temer. Neste artigo, o Reino da Estupidez da Rede Globo pediu ao golpista que deveria dizer aos "aliados e a políticos próximos envolvidos em casos de corrupção" que não iria barganhar "cargos em troca de apoio no Congresso", ademais, que não poderia nomear para Ministros, "denunciados pela Lava Jato ou qualquer operação do tipo".

Para quem ler uma coisa dessa e compara com os 119 Deputados Federais, do total de 367, que votaram pelo Golpe de Estado na Câmara dos Deputados, que respondem por crimes na justiça comum ou eleitoral ou estão fixados na Lava Jato, vai perceber logo a hipocrisia da Globo, pois, oculta a verdade e mascara os podres do golpista vice-presidente.

A mentira salta aos olhos quando a fúria hipócrita defende com fanatismo a ética burguesa, pois, na afã propagandista joga para debaixo do tapete a sujeira de Michel Temer, objetivando distorcer os fatos da "opinião publica" e dos olhos onipresente do povo, que ouve e vê na televisão a reprise do Jornal O Globo, de maneira raivosa contra ele e seu projeto político. 

A esquizofrenia é uma nova súdita do Reino da Estupidez da Rede Globo. Só através de sua ajuda é possível passar gato por lebre. Como vão negar a corrupção dos aliados golpistas, como vão negar as barganhas oportunistas dos corruptos, do qual o vice é um deles, como pode comparar o vice-presidente Michel Temer com a Presidente Dilma?  

Penso que a explicação está lá naquelas baboseiras das teorias pós-modernas que tanto combatemos dentro das universidades, mas que estão vivas dentro do pensamento mediático e na linguagem jornalistica e televisiva da Estupidez, dado que, a todo momento, buscam amputar a temporalidade do passado e do presente da memória do povo. Só através da esquizofrenia se pode decretar o fim do conceito de identidade e comparação. O Editorial da Estupidez é tão esdrúxulo que um jornalista do Brasil247 perguntou: "FALTA ENTENDER".

Vamos entender a "antítese" de Michel Temer em relação a Dilma buscando compará-los e precisando a diferença de identidades entre os dois. 

Como base nas informações do Jornal Nexo, "O nome do vice-presidente Michel Temer apareceu em ao menos quatro circunstâncias em depoimentos que o aproximam do esquema de pagamentos de propina e de desvios na Petrobras, investigado pela Lava Jato". E, dentre outras coisas, informa, em relação as "indicações a cargos na estatal", que:

"Delcídio do Amaral atribui ao vice indicação de um diretor da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. João Augusto Henriques atuou entre 1997 e 2000 (período do governo FHC) e teria feitos negócios irregulares com a venda do etanol. O ex-executivo está preso em Curitiba e foi condenado a seis anos e oito meses". "Segundo o senador, Temer também deu aval à indicação de Jorge Zelada para a diretoria Internacional da Petrobras, em 2008. Zelada foi condenado a 12 anos pelo juiz Sergio Moro acusado de ter desviado US$ 31 milhões da estatal para ele e par ao PMDB. A participação de Temer na indicação de Zelada também foi mencionada pelo lobista Fernando Soares, o “Fernando Baiano”, em sua delação". 

Sobre os R$ 5 milhões de empreiteiro pontua claramente: "Em uma troca de mensagens entre Eduardo Cunha e Leó Pinheiro, dono da OAS, o deputado reclama de um pagamento de R$ 5 milhões feito pelo empreiteiro a Temer. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, há indícios de que o vice recebeu o dinheiro, mas não falou se o recurso é fruto de doação legal, propina ou caixa 2 (dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral). Léo Pinheiro foi condenado a 16 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa".

Como não bastasse, agora temer é um ficha-suja, diz artigo do Brasil247:

"O Tribunal Regional Eleitoral impôs ao vice-presidente pagamento de multa de R$ 80 mil por doações acima do limite legal, podendo ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa". 

E Dilma Rousseff, o que poderemos dizer sobre ela para que possamos compará-la com Temer? Sobre ela, basta citar o Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro: 

"Devemos seguir pelo caminho do respeito aos mandatos constitucionais e à honestidade de uma pessoa, porque se hoje você não tem nenhuma acusação, nenhuma mancha a pôr em termos de corrupção sobre a presidente Dilma Rousseff, então não há nenhum fundamento. Não há nenhum fundamento para avançar em um processo de impedimento, definitivamente não".

Contra fatos não há argumentos. Definitivamente, sobre Dilma não pesa nenhum crime e nenhum desvio de conduta no tratar da coisa publica, pode ter errado quanto a medidas governamentais tomadas no campo da economia. Ao contrario, redemoinhos de fedentinos odores provenientes da corrupção se empreguinam na conduta de Michel Temer. 

Portanto, o Reino da Estupidez da Rede Globo tem raiva do povo, e, historicamente, sempre procurou desonrar e combater qualquer tipo de governo popular, bem como, os projetos políticos ligado ao proletariado. Esta desonra e este combate sempre foi pautado na fúria da fantasia exagerada e desmedida propaganda, sempre defendendo os carcomidos interesses políticos e econômicos da burguesia. Para isso, dia após dia, a hipocrisia da estupidez, igualmente, sempre negou a solidariedade e a justiça ética do povo em beneficio de uma ética capitalista e imperialista. Como se não bastasse, fez da propaganda partidária uma esquizofrenia, onde não há o mínimo conteúdo de fatos e acontecimentos que se aproxime da verdade, senão, chaves e mensagens sem sujeito e predicado, mas, slogans da classe dominante, visando confundir o povo dos verdadeiros interesses que defendem. 

O povo não é "bobo" porque tem Minerva a seu lado com as luzes da verdade para desnudar a direita golpista e combatê-la desde sempre. Uma frase de Charles Chaplin, nós nos apossamos, a vida nos ensinou "A lutar contra as injustiças", porque, parafraseando Castro Alves, à sombra do crime, há de a luta de classe marchar.

REDE GLOBO: ORDEM DE ROBERTO MARINHO, NEM "PRETO" E NEM "DESDENTADO" NO JORNAL NACIONAL


Por: Paulo Henrique Amorim

"As instruções que Roberto Marinho dava a Armando Nogueira, diretor de jornalismo da Globo (foi quem fundou o jornalismo da Globo, junto com William Bonner). O doutor Roberto Marinho, dava três instruções ao diretor de jornalismo da Globo. A segunda instrução (abre aspas): "Armando, não quero preto, nem desdentado no Jornal Nacional". Terceira instrução: " Se o Brizola se jogar na frente de um trem para salvar uma criança, se a criança se salvar e o Brizola morrer, mesmo assim, você tem que me consultar (...) para saber se pode ou não dar o nome do Brizola no Jornal Nacional". Se você tira o nome de Brizola e ponha assim o nome de Dilma e Lula, essa instrução está em vigor até hoje. Se a criança se salvar e o Lula morrer, mesmo assim, você tem que me consultar. Agora a primeira instrução, que eu acho que é a mais importante (...), é a seguinte: "a globo é o que é, mais pelo que não deu, que pelo que deu". Vejam a profundidade e a perversidade desta frase resumo de um monopolista da mídia (...), é o que não pública, é o que não deixa ir ao ar, é o que faz dela poderosa. Ou seja, não deixar ir para o ar o preto, o desdentado, o pobre, o miserável, o homem sexual, o marginalizado, o nordestino, o nordestino (...). É isso que é, a discriminação, censura, a restrição (...). E ai, o que é o Jornal Nacional? É o jornal dos coxinhas, dos branquinhos, dos que querem viver em Miami, essa república da Florida (...)".

GLOBO É INCOMPATÍVEL COM O REGIME DEMOCRÁTICO + VÍDEO


A Globo é incompatível com a Democracia. A Globo vai morrer gorda.

Por: Paulo Henrique Amorim:

"(...) O primeiro poder (se referindo ao monopólio dos meios de comunicação pela Globo no Brasil) que tem um protagonismo aqui no Brasil, é incompatível com o regime democrático. Em nenhum democracia do mundo existe uma imprensa monopolista tão forte, tão decisiva... E quando eu falo em nenhuma democracia do mundo, eu não me refiro a nenhum democracia mais madura, antigas, como por exemplo, a Inglaterra, França. Eu me refiro as novas democracias, democracias novas são aquelas que até recentemente eram Regimes Ditatoriais. Eu me refiro, por exemplo, no Uruguai não tem uma Globo, na Argentina tinha, mas não tem mais um Globo, no Chile não tem uma Globo, no México não tem um Globo, em Portugal não tem um Globo, na Espanha não tem um Globo, e são países que até bem próximo do século passado, eram ditaduras. E nós aqui que fomos ditadura, durante 21 anos, saímos de um Regime Ditatorial, e não corrigimos este monstro, que é uma emissora de televisão que tem, que tem, 80% da verba publicitária da televisão brasileira, isso só tem na Correia do Norte. Só na Coreia do Norte é compatível um regime assim. Nenhum democracia convive com isso, a GLOBO É INCOMPATÍVEL COM O REGIME DEMOCRÁTICO".. 



quarta-feira, 4 de maio de 2016

NOVA ORDEM GOLPISTA: INCERTEZA DE UMA NOVA DITADURA


Por: Luis Carlos

A fala do professor da UFRJ, Geraldo Mascarenhas, me fez lembrar de um paraibano e lutador jacobino, Antônio Borges da Fonseca que, desde os bancos das escolas como estudante até o final de sua vida, lutou contra o autoritarismo da velharia absolutista e escravocrata, que pendurou durante a sociedade escravista brasileira.  

Este paraibano, a quem dediquei um capitulo inteiro da monografia apresentada no final do curso de História, na época que era estudante da UEPB, durante todo o regime opressor de D. Pedro II, foi perseguido e presos diversas vezes por defender um regime republicano e democrático para o Brasil. Como na época não se necessitava de um registro da Ordem dos Advogados do Brasil, era o próprio jacobino que fazia sua defesa nos tribunais de chapa branca (tribunais os quais a maioria absolutista condenavam, a partir de falsas provas, os lideres e lutadores do povo), e, de maneira veemente, não ficava na defensiva contra-argumentado as acusações falsificadas dos magistrados representantes da classe escravocrática e absolutista, pelo contrario, ia para a ofensiva sempre tentando desmascará-los [dizem que a plateia que assistia o paraibano falar, vibrava por ouvir sua voz ferina contra todas as mazelas advindas dos opressores].

Geraldo Mascarenhas, mesmo não sendo um "jacobino" do ponto de vista da militância politica, teve um papel exemplar de republicanismo em defesa da Democracia e do Estado de Direito. Teve uma participação importantíssima em defesa do presidencialismo com base no poder que emana do povo brasileiro, em todo momento, se posicionou contra o crime que estão aplicando em relação a Constituição Cidadã do país. Apesar de não ter realizado uma defesa com base numa ofensiva jacobina, como Marcello Lavenere, foi brilhante. 

Vamos vê dois momentos, a meu vê fundamentais para o desmascaramentos dos golpistas que não querem ser chamados de golpistas em publico (no particular sabem que são mais que golpistas, são bandidos, mercenários e capangas dos EUA): sofisma peculiar de hipocrisia tipica da burguesia extremista. 

O primeiro é uma advertencia feita aos senadores e senadoras, que não poderiam decretar impeachment sem crime de responsabilidade, porque, se assim o fizessem, estariam violando a "ordem jurídica que se constrói a partir da constituição". 

Em outras palavras, interpretando de nosso ponto de vista, seria um Golpe de Estado executado por, aproximadamente, 400 picaretas em um universo de 142,8 milhões de brasileiros ou, ainda, em detrimento de mais de 54 milhões de votos, bem como,  em detrimento dos constituintes de 1987. Um Golpe de Estado que através da ditadura da maioria vai colocar, criminosamente, um presidente escolhido indiretamente, que será chefe de um conjunto de Ministros representantes da mais vil e hipócrita burguesia nacional, mercenários do imperialismo norte americano. 

Diz Geraldo Mascarenhas na Comissão Especial de Impeachment em 03.05.2016 

"Não se pode falar qualquer coisa de qualquer coisa, não basta que todo o Senado da Republica, vamos supor que, todos os senadores e senadoras resolvessem votar pelo impeachment, decretar o impeachment da presidente, não basta que todos estejam de acordo, se não há crime de responsabilidade. Quando uma situação como essa, [onde] todos senadores e senadoras reconhecem ou declaram o impeachment, interrompe o mandato da presidente, reconhecem um crime de responsabilidade onde não há, ainda que esse grande consenso alargado dentro do senado se produza, se ele se produz fora dos marcos de responsabilidade, ele viola uma ordem jurídica que se constrói a partir da Constituição (...) Quando se diz, que a totalidade do senado, não pode decretar um impeachment (...) de um presidente da republica sem crime de responsabilidade, o que se está dizendo para toda comunidade, é que nós temos que resolver as questões políticas com civilidade, e não pelo emprego de uma força que, eventualmente, a maioria coloca, a isso se chama princípio contra-majoritário, que garante a cada um de nós, a cada um dos senhores, cada uma das senhoras, em eventuais processos, mas, que garante cada uma das pessoas que fazem parte de um processo político, que a soberania popular, tem sua forma de expressão".


Penso que a segunda parte, de uma de suas intervenções, trás um ponto fundamental, qual seja, uma reflexão de como será o futuro depois de instalada a NOVA ORDEM GOLPISTA, porque, a mesma trás, inevitavelmente, um incerteza de como será o futuro de nossa civilização brasileira depois de sepultada a CONSTITUIÇÃO.  

"(...) fui magistrado 25 anos, fui promotor de justiça 3 anos, de denúncia entendo bem, posso dizer, com todo respeito, aos denunciantes que essa é inepta (acusações de crime de responsabilidade que fundamenta o impeachment protocolado), sou professor a 30 anos, então posso dizer o seguinte, no proceder decisório, tenho que ir sempre atrás, minha decisão é guiada pelo passado, eu projeto minha decisão para o futuro, mas eu não tenho como controlar minha decisão,(...) ninguém controla o futuro, portanto, muitas vezes a sedução da decisão, que parece acalentar o espírito das pessoas (...). Heidegger, em 1932, diziam (para ele) que tinha que seguir a maioria, e ele dizia, seguir a maioria, dizia expressamente (Cadernos Negros) é seguir o Partido Nacional Socialista, acalentar esse tipo de solução, por mais sinceras que sejam as nossas intenções, por mais que não queiramos e lutemos (e todos e todas senhores e senhoras aqui tem uma historia contra a Ditadura), por mais que não queiramos que ela volte, não está em nosso controle, impedir que ela retorne, impedir que outras formas de autoritarismo se espalhem, senão respeitarmos, senão tivermos lealdade a Constituição".

segunda-feira, 2 de maio de 2016

PSDB E FHC: O PARTIDO QUE APOIA E O GURU DEFENDE TODOS OS GOLPES DE ESTADOS


Por: Luis Carlos

A jornalista Maria Frô, em 2012, disse na Revista Forum uma frase que resume um texto: "PSDB é um partido que apoia golpes".

O mesmo se aplicar para Fernando Henrique Cardoso e seus comparsas de legenda. É o que identificamos no Tijolaço quando Miguel do Rosário comentou, em março de 2014, que:  "FHC quer ser o guru de todos os golpes"

Vemos o PSDB e FHC apoiarem o Golpe de Estado no Honduras e o Golpe de Estado no Paraguai. Ademais, sempre foram simpatizantes de um Golpe de Estado contra Hugo Chávez e Nicolás Maduro na Venezuela.

O senador Roberto Requião (PMDB) disse uma frase, em julho de 2012, estampada no Brasil247, que profetizava a realidade de 2016 no Brasil: “Quem apoia Franco (Federico Franco, o vice de Lugo que tomou o poder no Paraguai) apoiaria um golpe no Brasil”. 

Hoje estamos presenciando não só o apoio do PSDB a um Golpe de Estado no Brasil, mais também, a participação efetiva e defesa mercenária a um GOLPE contra a democracia e o povo brasileiro.

FORÇAS ARMADAS BRASILEIRA: VAI APOIA A NOVA ORDEM GOLPISTA OU VAI MANTER "LEALDADE À PRESIDÊNCIA DE DILMA ROUSSEFF"?

Por: Luis Carlos

Tenho ouvido e lindo em diversos lugares várias lideranças políticas dizerem que os modernos golpes de estado do Século XXI se diferenciam, quanto ao método adotado, daqueles que ocorreram no Século XX em termos das Armas, pois, se de um lado, esses últimos tiveram como ponta de lança os exércitos com seus fuzis e tanques nas ruas, de outro, os atuais não, dado que, são executados por "civis" parlamentares da burguesia via Parlamento, que através da figura do impeachment, falsificam provas ilegais ou situações supostamente inconstitucionais para quebrar a ordem democrática e colocarem no governo, indiretamente, políticos que representam os interesses do capitalismo e do império americano.

Mas, isso é apenas uma mudança aparente, no fundo só mudou a ordem da tática, porém, a estrategia continua a mesma.

Ao procurar investigar, por meio da internet, sobre os golpes de estado ocorridos em Honduras e no Paraguai (e muitos de nós tivermos a oportunidade de denunciar) se identifica e se reconhece, em alguns estudos e artigos jornalísticos, um fenômeno importante que devemos observar com muito cuidado: depois dos golpes consumados nos Parlamentos a direita burguesa se vale da ARMAS dos órgãos repressivos do Estado (Forças Armadas e Policias) para assegurar a "nova ordem golpista" e sufocar os movimentos sociais e populares.

HONDURAS

Depois do Golpe desferido (pelo Congresso Nacional, Tribunal Supremo Eleitoral e Corte Suprema de Justiça) contra o governo de Manuel Zelaya, em junio de 2009, as Forças Armadas foram chamadas a consolidar a NOVA ORDEM GOLPISTA, ao tempo que, sufocar os partidos políticos de esquerda, movimentos sociais e populares.

O Portal CADTM (Comitê para a Anulação da Divida do Terceiro Mundo), em artigo publicado um dia depois do Golpe Estado/Parlamentar hondurenho, denunciava a participação do Exército de Honduras, bem como, sua ação repressiva contra os movimentos populares e sociais.  

"A Marcha Mundial das Mulheres e a Rede Latinoamericana Mulheres Transformando a Economia nos unimos a todas as organizações feministas e do movimento social de Honduras para condenar e repudiar veementemente o golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya Rosales, dirigido pelas Forças Armadas e pelo presidente do Congresso Nacional, Roberto Micheletti, com apoio dos meios de comunicação controlados pela oligarquia deste país"

Executado pelas forças armadas às 5 da manhã do domingo, 28 de junho, o golpe truncou as aspirações democráticas da população, que se preparava para realizar uma consulta à sociedade hondurenha, para verificar se estava de acordo em convocar uma Assembléia Nacional Constituinte, com o objetivo de elaborar uma nova constituição. Além disso, o golpe militar colocou na presidência Roberto Micheletti, fantoche da oligarquia hondurenha".

Um ano depois da consumação do Golpe de Estado em Honduras, a OEA alertava em relatório o seguinte:

"Segundo relatório preliminar apresentado por um grupo da OEA que visitou o país em maio de 2010, os direitos humanos em Honduras continuam sendo violados em virtude do golpe de Estado que depôs o Governo no ano passado. A OEA também denunciou a militarização da sociedade hondurenha como resultado do golpe de Estado. Segundo a CIDH altos comandantes do Exército ou ex-membros das forças armadas que são alvos de denúncias por participação no golpe de Estado estão ocupando a gerência de dependências públicas de alto nível no governo do presidente Porfirio Lobo, eleito para ocupar o lugar de Zelaya após um período de governo militar. A comissão visitou Honduras entre os dias 15 e 19 de junho de 2010 e constatou que há informações sobre o assassinato de várias pessoas, entre elas jornalistas e defensoras de direitos humanos do país".

PARAGUAI

O sitio mas.org, em 22 de junho de 2012, publicou uma nota do Comité Executivo Nacional do Partido dos Trabalhadores confirmando a tese de que depois do Golpe ser levado a efeito, ou seja, executado pelos políticos da classe dominante através do Parlamento e Corte Suprema de Justiça, as Forças Armadas entrou em sena ferindo de morte a democracia e o povo do país vizinho, apoiando a Nova Ordem Golpista. 

A nota intitulada de "Golpe da direita depõe presidente do Paraguai", apreciava a questão da seguinte forma:

"Tão logo foi anunciado o resultado, o comando das Forças Armadas reconheceu o impeachment e o novo presidente. Jornais do país já anunciavam uma movimentação de tropas do Exército nos quartéis nesses dois dias de preparação do golpe. Em tempo recorde, o vice de Lugo, Federico Franco, do PLRA (Partido Liberal Radical Autêntico), recebeu a faixa presidencial. O PLRA, um partido de direita, fez parte da coligação que apoiou Fernando Lugo nas eleições de 2008. Nos últimos dias, rompeu com o governo e aliou-se ao Partido Colorado, antecessor de Lugo que governou o país por 61 anos.

Do lado de fora do Parlamento, a polícia reprimia uma manifestação que ocorria na Plaza de Armas. Policiais investiram contra os manifestantes com balas de borracha, gás lacrimogéneo e jatos de água".

BRASIL

Na conjuntura atual brasileira, estamos vivendo um processo de Golpe de Estado patrocinado pelas forças conservadoras da direita capitalista e entreguista, que por intermedio da Câmara dos Deputados e, agora, do Senado, tentam impor uma NOVA ORDEM GOLPISTA e antidemocrática.

Pouco se tem debatido sobre qual vai ser a atuação das Forças Armadas Brasileiras. Hoje, Luis Nassif (02/05/2016) em artigo vinculado no Jornal GGN, não entra especificamente no merito da tese aqui levantada, mas já antecipa um prognóstico de que teremos um: "Xadrez de um período obscurantista que se espera breve".

Se o mando de governo cair nas mãos de um "presidente interino, prestes a assumir o poder, com escassa legitimidade, dentro de um caso clássico de golpe parlamentar", os dias que se seguirão:

"Será um período de intensa repressão, de ajuste de contas, até que haja uma relativa unificação do poder de Estado e uma reação das vozes democráticas contra os abusos. Não será uma repressão centralizada, de Estado, mas uma vendetta generalizada em todos os setores onde houve disputa política e resistência ao golpe".

O próprio traidor e golpista Michel Temer já anda nos bastidores especulado em (segundo Natuza Nery, Brasil247) procurar o Lula para pedir ao ex-presidente que venha "segurar a pressão das ruas", em outras palavras, que Lula tome a mesma atitude de Fernando Lugo em relação ao Paraguai. Seria uma ironia se Lula e o PT, que criticaram o comportamento de Lugo...

[Tal heroísmo, porém, não foi seguido pelo próprio presidente deposto que, num discurso vergonhoso que surpreendeu até mesmo os seus partidários, acatou o golpe. Enquanto milhares de pessoas eram reprimidas nas ruas, um sorridente Fernando Lugo afirmava às câmaras de TV que se tratava de “um golpe contra a democracia”, mas que acatava a decisão do Parlamento]

...concordem agora com uma atitude covarde em relação aos movimentos sociais e populares. Depois de consumado a NOVA ORDEM GOLPISTA, seria uma fatalidade dessas que descem do além, pedir a Lula que faça o mesmo só para atender aos caprichos do golpista Michel Temer e mercenários do PSDB, que sempre apoiaram Golpes de Estado (falam por aí até que FHC é um guru que apoia golpes de estado).

O comportamento das Forças Armadas Brasileiras ainda tem sido contraditório. Se de um lado, não estão com seus fuzis e seus tanques nas ruas, por outro, também é verdade, que estão como espectadores da luta de classe, que está em voga no campo da democracia e da soberania do povo que, por sufrágio universal, elegeu um governo com mais de 54 milhões de votos).

Das poucas falas das Forças Armadas Brasileiras a impressa, ficamos sabendo que desmentiram a dois colunistas da Rede Globo sobre suposta "entrada dos militares na crise política". Na nota das Forças Armadas, reafirmam "lealdade à presidência de Dilma Rousseff", todavia, temos que prestar atenção no texto, pois, eles vincula esta "lealdade" ao exercício do cargo de "Presidência da República".

A pergunta é: se estiver na "Presidência da República" um governo parido de um Golpe de Estado, via Parlamento, eles vão prestar lealdade a NOVA ORDEM GOLPISTA ou a verdadeira Presidenta do Estado Democrático de Direito do Brasil, Dilma Rousseff?   

A julgar pelos exemplo de Honduras e Paraguai, a julgar pela historia recente das Forças Armadas Brasileiras, que não estão alhures a sociedade e suas lutas de classes, como bem relata Anita Leocádia Prestes em algumas de suas obras, a tendencia é que os Comandantes das Forças Armadas Brasileiras venham rezar a cartinha do Governo Golpista.

Não obstante, o povo brasileiro, os amantes de uma Democracia Participativa e Protagonista, os movimentos sociais e populares, as forças de esquerda e avançadas do país, face à sombra de um GOLPE DE ESTADO, há de a VINGANÇA MARCHAR...

STF E EDUARDO CUNHA: DIGA-NOS COM QUEM ANDAS E TE DIREMOS QUEM ÉS!!!


Por: Luis Carlos

STF, diga-nos com quem andas e te diremos quem és!!!

Todos nós tomamos conhecimento do contexto:

"Para aumentar o salário, a pressa é suprema: às vésperas da votação pelo Senado do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, fechou acordo com líderes partidários na Câmara para a votação nesta quarta-feira do reajuste salarial de magistrados e servidores do Judiciário".

A semiótico visual da imagem, na qual aparecem o presidente do STF e o famigerado da nata burguesa, Ministro Gilmar Mendes, junto com o tirano-mor da Câmara dos Deputados, é puro cinismo, cachorrismo, canalhice. 

De todos os significados possíveis, podemos dizer que representa um fragrante oportunismo daqueles que são coniventes com o corrupto Eduardo Cunha, patrocinador de Golpe de Estado.

Diremos, com base na companhia do STF, que este Tribunal é uma Corte MERCADORIA.

Somente Francisco de Quevedo pode nos explicar um pouco mais sobre o conteúdo gravado na imagem, onde aparece a caro do mal em face da "luz conivente" dos Ministros...

A um Juiz Mercadoria

As leis com que jugais, oh Batino!
menos bem as estudais que as vendes;
os que te compram somente entendes;
mais que Josón te agrada o Velino.

O direito humano e divino,
quando os interpretas, os ofendes,
E ao compasso com que a rebaixa ou entendes,
sua mão para a decisão é cretino.

Não sabes escutar apelos baratos,
e só quem dá te tira as dúvidas;
Não te governam textos, senão tratos.

Pois que de tentativa e interesses não mudas
ou lavastes as mão como Pilatos
ou com o saco, matastes como Judas.

domingo, 1 de maio de 2016

O GOLPE QUE NÃO É GOLPE É PURO CINISMO DA BURGUESIA


Por: Luis Carlos

Na última sessão da Comissão Especial do Golpe (29.04.2016) se observa alguns senadores pedirem ao Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, que não pronunciasse ou que evitasse de falar a palavra GOLPE, dentre estes Senadores, estão Cristovão Buarque (PPS), Aloysio Nunes (PSDB) e o Ronaldo Caiado (DEM).

Identifica-se nestes mercenários senadores a reprodução interminável do oportunismo mal carácter. Digo isso, porque, querem distorcer a "identidade" deles com o projeto golpista. É importante dar enfase ao paradoxo, de forma intencional, para descentralizar suas culpabilidades de crime contra o Estado Democrático de Direito. A percepção de quem toma isso como objeto do pensamento, é uma percepção quase sem visibilidade, necessitando de muita atenção e demasiada argucidade para desmascará-los. As mentiras e as falsidades são fundamentos de seus sofismas golpistas.

Assistir as sessão da Comissão Especial do Golpe é se deparar com esta situação. E o que salta aos olhos é o ser ou não ser do mercenarismo quanto ao Golpe de Estado que tentam levar a efeito.

Como uma pessoa poder ser cúmplice de um golpe e, ao mesmo tempo, sentir-se vitimizada pelos pontos de vista das OUTRAS golpeadas, ao ponto de não querer ser chamada de golpista?

Aí reside a intenção, paradoxal, de jogar com a palavra Golpe, de descentralizá-la das ações particulares, por eles empreendidas, das percepções gerais dos que lutam em favor da "Democracia". O fundo da questão posta, intencionalmente, é ocultar as provas do crime com verniz supostamente legal. Dizem: - Não, não, não somos golpistas! Como essa palavra ainda tem uma historicidade dolorosa para muitos brasileiros e para o mundo, pega mal. Buscam confundir o povo com a hipócrita ideia de que não há armas, senão impeachment vinculado a um crime, que não é crime, pois, falsificam as provas e impõem, autoritariamente, com a ajuda de seus comparsas, aos demais. E, ademais, essa questão das "armas" é contraditória, pois, tanto em Honduras quanto no Paraguai, depois do Golpe consumado, a direita burguesa se valeu das ARMAS dos órgãos repressivos do Estado.

O golpe que não é golpe é puro cinismo, pois, o cinismo da burguesia é tipico do individualismo. É importante salientar este aspecto, porque, neste sentido, sua ética escrupulosa é a base do autoritarismo, cujas premissas sofistas sempre impõem o lado "incorreto" com unhas e dentes. Aqui entra aquela velha frase que diz: "Os outros que se danem".

Não obstante, estes OUTROS golpeados, altivamente, pugnam e reagem com as forças das ideias, colocando os golpistas no lugar que lhes cabem, ou seja, na carapuça do crime que cometem contra a democracia e o povo brasileiro. Agora, sim, dando ossadura clara, como a luz do dia, ao projeto que defendem, a democracia e os interesses mais gerais da sociedade e do "povo" brasileiro.

Um dos exemplos mais marcantes da historia corrente do povo, que na luta faz sua história contra os golpistas mercenários e hipócritas da burguesia, foi o de José Eduardo Cardozo. Esse. quando solicitado, autoritariamente, por Ronaldo Caiado (DEM), que não pronunciasse a palavra GOLPE, respondeu da seguinte maneira Vejamos o Video:



terça-feira, 26 de abril de 2016

"A HISTÓRIA NÃO PERDOARÁ"


Por: Luis Carlos

Fico com uma inquietação tremenda quando ouço ou leio esta frase. Que sentido tem? De que historia e tempo estamos falando?

O futuro do verbo "PERDOARÁ" remete aos fatos que vão acontecer após o presente. E sua relação com o conceito de historia, joga o mesmo para o futuro. Nesta afirmação, História é o conhecimento futuro dos acontecimentos históricos que vivemos hoje na atualidade presente. Nesta linha, cabe aqui um pergunta: só no conhecimento futuro é que não se perdoará a nossa historia presente?

Viver o presente é está determinado no mundo social, com todo o conjunto de fenômenos que se manifesta a vida de nossa parcela de humanidade brasileira. Neste processo histórico presente, todos os homens e todas as mulheres são simultaneamente sujeitos e objetos da própria História: objetos porque determinado e sujeito porque determinante. Mulheres e homens, com suas posições de classes sociais, no movimento da realidade objetiva, criam a conjuntura política, social, econômica e cultural que vivemos. Neste viés, criamos a historicidade da sociedade brasileira, ao tempo que, escrevemos o conhecimento histórico hoje, aqui e agora. Somos conhecedores de nós mesmo e objetos que atuam com ação sociopolítica no mundo.

Se a luta de classes gesta nossa história presente, se de um lado, a classe dominante prática hoje um golpe de estado e destrói a democracia, a classe trabalhadora, proletária, de outro lado, se contrapõem a está mazela golpista, lutando pela democracia e por uma sociedade mais justa e igualitária, com condições de vida melhor para o povo.

O conhecimento histórico futuro vai ser um "reflexo" em movimento do hoje, onde terá vozes contra e a favor. Por isso, não vamos esperar que o conhecimento futuro condenem o golpe de hoje apenas. Ao contrário, temos de condenar hoje, amanhã e sempre em todos os lugares que nossa voz poça chegar, dizendo em alto e bom som que existe um golpe fascista contra a democracia e contra o povo brasileiro. Temos que ir escrevendo, historicamente, que não perdoamos golpistas.

Se seremos conhecedor é porque também conhecemos o hoje, se conhecemos é porque não perdoamos na história presente e não se perdoará na historia futura, pois, somos conhecedores e conhecidos.

domingo, 24 de abril de 2016

O ARTIGO DE "THE GUARDIAN" QUE ENFURECEU O LIXO MEDIÁTICO DA REDE GLOBO E A BURGUESIA DA FAMÍLIA MARINHO


A razão real que os inimigos de Dilma Rousseff querem seu impeachment

Por: David Miranda

A história da crise política no Brasil, e a mudança rápida da perspectiva global em torno dela, começa pela sua mídia nacional. A imprensa e as emissoras de TV dominantes no país estão nas mãos de um pequeno grupo de famílias, entre as mais ricas do Brasil, e são claramente conservadoras. Por décadas, esses meios de comunicação têm sido usados em favor dos ricos brasileiros, assegurando que a grande desigualdade social (e a irregularidade política que a causa) permanecesse a mesma.

Aliás, a maioria dos grandes grupos de mídia atuais – que aparentam ser respeitáveis para quem é de fora – apoiaram o golpe militar de 1964 que trouxe duas décadas de uma ditadura de direita e enriqueceu ainda mais as oligarquias do país. Esse evento histórico chave ainda joga uma sombra sobre a identidade e política do país. Essas corporações – lideradas pelos múltiplos braços midiáticos das Organizações Globo – anunciaram o golpe como um ataque nobre à corrupção de um governo progressista democraticamente eleito. Soa familiar?

Por um ano, esses mesmos grupos midiáticos têm vendido uma narrativa atraente: uma população insatisfeita, impulsionada pela fúria contra um governo corrupto, se organiza e demanda a derrubada da primeira presidente mulher do Brasil, Dilma Rousseff, e do Partido dos Trabalhadores (PT). O mundo viu inúmeras imagens de grandes multidões protestando nas ruas, uma visão sempre inspiradora.

Mas o que muitos fora do Brasil não viram foi que a mídia plutocrática do país gastou meses incitando esses protestos (enquanto pretendia apenas “cobri-los”). Os manifestantes não representavam nem de longe a população do Brasil. Ao contrário, eles eram desproporcionalmente brancos e ricos: as mesmas pessoas que se opuseram ao PT e seus programas de combate à pobreza por duas décadas.

Aos poucos, o resto do mundo começou a ver além da caricatura simples e bidimensional criada pela imprensa local, e a reconhecer quem obterá o poder uma vez que Rousseff seja derrubada. Agora tornou-se claro que a corrupção não é a razão de todo o esforço para retirar do cargo a presidente reeleita do Brasil; na verdade, a corrupção é apenas o pretexto.

O partido de Dilma, de centro-esquerda, conseguiu a presidência pela primeira vez em 2002, quando seu antecessor, Lula da Silva, obteve uma vitória espetacular. Graças a sua popularidade e carisma, e reforçada pela grande expansão econômica do Brasil durante seu mandato na presidência, o PT ganhou quatro eleições presidenciais seguidas – incluindo a vitória de Dilma em 2010 e, apenas 18 meses atrás, sua reeleição com 54 milhões de votos.

A elite do país e seus grupos midiáticos fracassaram, várias vezes, em seus esforços para derrotar o partido nas urnas. Mas plutocratas não são conhecidos por aceitarem a derrota de forma gentil, ou por jogarem de acordo com as regras. O que foram incapazes de conseguir democraticamente, eles agora estão tentando alcançar de maneira antidemocrática: agrupando uma mistura bizarra de políticos – evangélicos extremistas, apoiadores da extrema direita que defendem a volta do regime militar, figuras dos bastidores sem ideologia alguma – para simplesmente derrubarem ela do cargo.

Inclusive, aqueles liderando a campanha pelo impeachment dela e os que estão na linha sucessória do poder – principalmente o inelegível Presidente da Câmara Eduardo Cunha – estão bem mais envolvidos em escândalos de corrupção do que ela. Cunha foi pego ano passado com milhões de dólares de subornos em contas secretas na Suíça, logo depois de ter mentido ao negar no Congresso que tivesse contas no exterior. Cunha também aparece no Panamá Papers, com provas de que agiu para esconder seus milhões ilícitos em paraísos fiscais para não ser detectado e evitar responsabilidades fiscais.

É impossível marchar de forma convincente atrás de um banner de “contra a corrupção” e “democracia” quando simultaneamente se trabalha para instalar no poder algumas das figuras políticas mais corruptas e antipáticas do país. Palavras não podem descrever o surrealismo de assistir a votação no Congresso do pedido de impeachment para o senado, enquanto um membro evidentemente corrupto após o outro se endereçava a Cunha, proclamando com uma expressão séria que votavam pela remoção de Dilma por causa da raiva que sentiam da corrupção.

Como o The Guardian reportou: “Sim, votou Paulo Maluf, que está na lista vermelha da Interpol por conspiração. Sim, votou Nilton Capixaba, que é acusado de lavagem de dinheiro. ‘Pelo amor de Deus, sim!’ declarou Silas Câmara, que está sob investigação por forjar documentos e por desvio de dinheiro público.”

Mas esses políticos abusaram da situação. Nem os mais poderosos do Brasil podem convencer o mundo de que o impeachment de Dilma é sobre combater a corrupção – seu esquema iria dar mais poder a políticos cujos escândalos próprios destruiriam qualquer carreira em uma democracia saudável.

Um artigo do New York Times da semana passada reportou que “60% dos 594 membros do Congresso brasileiro” – aqueles votando para a cassação de Dilma- “enfrentam sérias acusações como suborno, fraude eleitoral, desmatamento ilegal, sequestro e homicídio”. Por contraste, disse o artigo, Rousseff “é uma espécie rara entre as principais figuras políticas do Brasil: Ela não foi acusada de roubar para si mesma”.

O chocante espetáculo da Câmara dos Deputados televisionado domingo passado recebeu atenção mundial devido a algumas repulsivas (e reveladoras) afirmações dos defensores do impeachment. Um deles, o proeminente congressista de direita Jair Bolsonaro – que muitos esperam que concorra à presidência e em pesquisas recentes é o candidato líder entre os brasileiros mais ricos – disse que estava votando em homenagem a um coronel que violou os direitos humanos durante a ditadura militar e que foi um dos torturadores responsáveis por Dilma. Seu filho, Eduardo, orgulhosamente dedicou o voto aos “militares de 64” – aqueles que lideraram o golpe.

Até agora, os brasileiros têm direcionando sua atenção exclusivamente para Rousseff, que está profundamente impopular devido a grave recessão atual do país. Ninguém sabe como os brasileiros, especialmente as classes mais pobres e trabalhadoras, irão reagir quando verem seu novo chefe de estado recém-instalado: um vice-presidente pró-negócios, sem identidade e manchado de corrupção que, segundo as pesquisas mostram, a maioria dos brasileiros também querem que seja cassado.

O mais instável de tudo, é que muitos – incluindo os promotores e investigadores que tem promovido a varredura da corrupção – temem que o real plano por trás do impeachment de Rousseff é botar um fim nas investigações em andamento, assim protegendo a corrupção, invés de puni-la. Há um risco real de que uma vez que ela seja cassada, a mídia brasileira não irá mais se focar na corrupção, o interesse público irá se desmanchar, e as novas facções de Brasília no poder estarão hábeis para explorar o apoio da maioria do Congresso para paralisar as investigações e se protegerem.

Por fim, as elites políticas e a mídia do Brasil têm brincado com os mecanismos da democracia. Isso é um jogo imprevisível e perigoso para se jogar em qualquer lugar, porém mais ainda em uma democracia tão jovem com uma história recente de instabilidade política e tirania, e onde milhões estão furiosos com a crise econômica que enfrentam.

Fonte: http://www.theguardian.com/commentisfree/2016/apr/22/razao-real-que-os-inimigos-de-dilma-rousseff-querem-seu-impeachment

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