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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Enquanto fazendeiros em Minas é condenados por trabalho escravo, Bolsonaro volta a estimular ataques a reservas [REPASSANDO]

Força-tarefa também verificou péssimas condições nos alojamentos dos trabalhadores
I- FAZENDEIROS DO NORTE DE MINAS SÃO CONDENADOS POR TRABALHO ESCRAVO

Homem trabalhou em uma carvoaria por seis meses e denunciou ao órgão que os fazendeiros não ofereciam condições adequadas de trabalho

Três fazendeiros de Várzea da Palma, cidade do Norte de Minas Gerais, foram condenados a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais a empregado que era mantido em condição degradante de trabalho, análoga à de escravo. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Tribunal Regional do Trabalho.

O homem trabalhou em uma carvoaria por seis meses e denunciou ao órgão que os fazendeiros não ofereciam condições adequadas de trabalho. Ele prestou serviços sem ter assinada a Carteira de Trabalho, sem uma alimentação e salários adequados e era submetido a utilizar banheiros com más condições, segundo informações dele. Outros trabalhadores da carvoaria eram submetidos a condições semelhantes.

Por causa disso, a carvoaria foi alvo de fiscalização e de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho contra os proprietários. Um carvoeiro ouvido pelo MPT afirmou que estava vivendo uma “vida de cachorro”; “que estava sem receber alimentação digna na fazenda e o acerto”.

Outra testemunha confirmou que, desde o início dos trabalhos, não recebia salários, equipamentos de proteção e água potável. E que, nos últimos dias, estava usando água de chuva para beber, tomar banho e até cozinhar.

Diante da falta de água, um empregado contou que eles já ficaram sem fazer refeição, que era preparada no alojamento em condições precárias de higiene. O sanitário também era outro problema na carvoaria.

Os empregados alegaram que, como não existia banheiro em funcionamento, eram obrigados a fazer suas necessidades fisiológicas no campo. Um depoente alegou ao MPT que só não foi embora do serviço pelo receio de nunca receber as verbas trabalhistas atrasadas.

FONTE: o tempo 

Bolsonaro em reunião com bancada do Mato Grosso, estado onde terra indígena foi quase toda destruída por queimadas / Marcos Correa
II- BOLSONARO VOLTA A ESTIMULAR ATAQUES A RESERVAS: “É MUITA TERRA PRA POUCO ÍNDIO”

Presidente diz que não fará novas demarcações de terras indígenas e que pode rever as que já existem

Redação-Brasil de Fato

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a dar declarações contra a demarcação de terras indígenas, afirmando ainda que pretende rever áreas já reservadas às comunidades tradicionais.

As reiteradas falas de Bolsonaro nesse sentido têm sido apontadas como incentivadoras de invasões, ataques e queimadas contra terras indígenas por parte de grileiros, garimpeiros e pecuaristas, que agora sentem-se liberados pelo presidente da República.

Os relatos do aumento da agressividade dos invasores vêm de vários pontos do país.

Nesta semana, o Ministério Público Federal do Pará emitiu alerta de que garimpeiros têm feito ameaças contra tribos xikrin no sudeste Estado e solicitou apoio da Polícia Federal.

No Mato Grosso, incêndios destruíram quase que inteiramente a Terra Indígena Areões, habitada por Xavantes.

Bolsonaro não parece preocupado com nada disso. Ao contrário, nesta sexta-feira (30) voltou a atacar as demarcações.

“É muita terra para pouco índio, e sem lobby. Qual é o interesse por trás disso?”, acusou. “A minha decisão é não demarcar mais terra para índios. Aquelas que foram demarcadas de forma irregular, caso tenhamos algo concreto nesse sentido, é buscar a revisão das terras”, disse ao ser questionado se vai rejeitar os quase 500 pedidos que existem para novas demarcações.

FONTE: brasil de fato

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