| Força-tarefa também verificou péssimas condições nos alojamentos dos trabalhadores |
Homem trabalhou em uma carvoaria por seis meses e denunciou ao órgão que os fazendeiros não ofereciam condições adequadas de trabalho
Três fazendeiros de Várzea da Palma, cidade do Norte de Minas Gerais, foram condenados a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais a empregado que era mantido em condição degradante de trabalho, análoga à de escravo. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Tribunal Regional do Trabalho.
O homem trabalhou em uma carvoaria por seis meses e denunciou ao órgão que os fazendeiros não ofereciam condições adequadas de trabalho. Ele prestou serviços sem ter assinada a Carteira de Trabalho, sem uma alimentação e salários adequados e era submetido a utilizar banheiros com más condições, segundo informações dele. Outros trabalhadores da carvoaria eram submetidos a condições semelhantes.
Por causa disso, a carvoaria foi alvo de fiscalização e de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho contra os proprietários. Um carvoeiro ouvido pelo MPT afirmou que estava vivendo uma “vida de cachorro”; “que estava sem receber alimentação digna na fazenda e o acerto”.
Outra testemunha confirmou que, desde o início dos trabalhos, não recebia salários, equipamentos de proteção e água potável. E que, nos últimos dias, estava usando água de chuva para beber, tomar banho e até cozinhar.
Diante da falta de água, um empregado contou que eles já ficaram sem fazer refeição, que era preparada no alojamento em condições precárias de higiene. O sanitário também era outro problema na carvoaria.
Os empregados alegaram que, como não existia banheiro em funcionamento, eram obrigados a fazer suas necessidades fisiológicas no campo. Um depoente alegou ao MPT que só não foi embora do serviço pelo receio de nunca receber as verbas trabalhistas atrasadas.
FONTE: o tempo
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| Bolsonaro em reunião com bancada do Mato Grosso, estado onde terra indígena foi quase toda destruída por queimadas / Marcos Correa |
Presidente diz que não fará novas demarcações de terras indígenas e que pode rever as que já existem
Redação-Brasil de Fato
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a dar declarações contra a demarcação de terras indígenas, afirmando ainda que pretende rever áreas já reservadas às comunidades tradicionais.
As reiteradas falas de Bolsonaro nesse sentido têm sido apontadas como incentivadoras de invasões, ataques e queimadas contra terras indígenas por parte de grileiros, garimpeiros e pecuaristas, que agora sentem-se liberados pelo presidente da República.
Os relatos do aumento da agressividade dos invasores vêm de vários pontos do país.
Nesta semana, o Ministério Público Federal do Pará emitiu alerta de que garimpeiros têm feito ameaças contra tribos xikrin no sudeste Estado e solicitou apoio da Polícia Federal.
No Mato Grosso, incêndios destruíram quase que inteiramente a Terra Indígena Areões, habitada por Xavantes.
Bolsonaro não parece preocupado com nada disso. Ao contrário, nesta sexta-feira (30) voltou a atacar as demarcações.
“É muita terra para pouco índio, e sem lobby. Qual é o interesse por trás disso?”, acusou. “A minha decisão é não demarcar mais terra para índios. Aquelas que foram demarcadas de forma irregular, caso tenhamos algo concreto nesse sentido, é buscar a revisão das terras”, disse ao ser questionado se vai rejeitar os quase 500 pedidos que existem para novas demarcações.
FONTE: brasil de fato


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