Não tenho conhecimento de que Ministros do Supremo Tribunal Federal tenham participado de eventos públicos realizados por entidades sindicais operarias [não patronais], movimentos populares do campo [não ligadas ao agronegócio] e das grandes cidades em prol de moradias [não das imobiliárias], que nesses lugares, tenham se comprometido em defender os direitos sociais dos trabalhadores e de sua grande maioria de excluídas.
Agora, quando se trata de eventos patrocinados por bancos, instituições financeiras diversas, industrias, comércios, entidades privadas de educação, saúde, dentre outras, lá estão os Ministros apresentando o funcionamento das instituições públicas quanto a tutela das leis e códigos em beneficio dos ricos, dizendo que estão ao serviço dos "empresários", "empregadores", "investidores", etc.
Exemplo do dia!
Em "conferência do Banco Santander", "em São Paulo", "O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, disse que temas econômicos deveriam ficar de fora da Constituição".
Fora da Constituição? Sem uma constituinte?!
Continuemos!
Os editores do conjur ainda reportam que segundo Dias Toffoli, ele esteve "conversado com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para articular a retirada de questões tributárias da Constituição".
Por aí, há de se perguntar, se o papel do Ministro é ser guardião da Constituição em favor de "todos os brasileiros" ou se agora os Ministros também fazem parte do Executivo, tomando parte da administração governamental junto a Bolsonaro e Paulo Guedes. Bom, talvez a questão não seja nem indagar-se, porque, os fatos demonstram que Dias Toffoli faz parte da equipe de governo, basta vê os elementos do discurso:
"Segundo o presidente do Supremo, a medida ajudaria a destravar a economia do país, e afirmou que a Constituição de 1988 era generosa com direitos".
Mas, a nova jurisprudência do STF não tem mais meias tintas para se camuflar nas entrelinhas das leis, agora, é ao vivo a obscenidade de classe junto ao Estado. Além de não ter separação de poderes entre Judiciário e Excecutivo, nem de fora ficou o Legislativo:
"Também presente no evento, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apoiou a iniciativa. Para o parlamentar, uma versão mais enxuta da Carta Magna traria maior segurança jurídica aos investidores".
Como na Alemanha nazista, o poder político absorveu as formas dos três poderes e centralizou-os em torno dos interesses econômicos da classe dominante, em especial do capital financeiro nacional e internacional. A única diferença é que os três poderes continuam existindo apenas formalmente; com especial atenção para o judiciário, com sua polícia judiciaria e seus juízes em todas as esferas, diuturnamente, usando a violência para a coerção do povo a escravidão assalariada, sem direitos trabalhista, forçado a trabalhar de sol a sol.


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