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terça-feira, 10 de setembro de 2019

67% dos brasileiros dizem não às privatizações,mas Paulo Guedes quer privatizar tudo, incluindo, Correios. São Paulo na onda vai privatizar a Dersa para esconder corrupção

Projeto privatizante de Guedes e Bolsonaro é rechaçado por ampla maioria da população / Antonio Cruz | Agência Brasil
I- 67% DOS BRASILEIROS DIZEM NÃO ÀS PRIVATIZAÇÕES, APONTA DATAFOLHA

Intensa campanha contra empresas públicas não conseguiu convencer população de que vendê-las é bom negócio para o país

Redação Brasil de Fato

Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (10) pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que continua alta entre os brasileiros a rejeição ao projeto de privatização de empresas públicas e desmonte do Estado defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu ministro da Economia Paulo Guedes.

Mesmo com apoio unânime dos meios de comunicação de massa à campanha contra as empresas públicas, o governo não conseguiu convencer a população de que se desfazer delas seja o melhor negócio.

Segundo a pesquisa, 67% dos brasileiros são contra as privatizações, enquanto apenas 25% se dizem a favor. Os demais se disseram indiferentes ou não souberam responder.

O resultado mostra pouca alteração em relação ao último levantamento sobre o tema, divulgado em novembro de 2017, quando os números eram 70% contra 20% a favor.

Na pesquisa atual, os maiores índices de aprovação estão entre os eleitores de Bolsonaro (39%) e entre os mais ricos, com ganhos superiores a 10 salários mínimos (50%).

FONTE: brasil de fato
 
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes: unidos na pauta da privataria

II- PAULO GUEDES ADMITE: GOVERNO BOLSONARO QUER ENTREGAR TODAS AS ESTATAIS

Se depender do governo Bolsonaro (PSL), todas as estatais federais serão vendidas até 2022 – último ano do mandato presidencial. Quem confirma a previsão sombria é o ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada nesta segunda-feira (9). Segundo Guedes, caberá à gestão federal “preparar” a privataria e, depois, pressionar o Congresso Nacional. “Minha obrigação é fazer o diagnóstico e entregar a prescrição. O Congresso vai decidir. Essa é a proposta.”

Segundo Guedes o próprio presidente Jair Bolsonaro apoia integralmente a privatização. “Todos os dias ele cobra: ‘Poxa Salim [Salim Mattar, secretário de Desestatização e Desinvestimento], tem que vender uma por semana, está demorando muito”. Para justificar a pressa, o ministro recorre ao discurso retórico, mas sem apresentar dados sólidos: “Sim, o Estado brasileiro quebrou. Quebrou em todos os níveis – no federal, no estadual e no municipal. E a principal ameaça de engolir o Brasil é esse crescimento descontrolado da despesa pública obrigatória”.

E qual o caminho para a entrega do patrimônio público? Guedes não esconde: o próximo projeto de emenda constitucional (PEC) será o do pacto federativo. “Estamos mexendo em tudo ao mesmo tempo. É uma transformação sistêmica”, explicou o ministro. Durante a campanha, ele disse que o gasto com juros da dívida seria a segunda grande despesa a ser atacada. Para isso, o governo pretende “desinvestir e desmobilizar ativos públicos”.

Para encurtar o tempo gasto – em geral de um ano e meio – para fazer uma privatização, Guedes quer um “fast track” para a venda e concessão de estatais. “Temos que criar o PAP – Programa de Aceleração das Privatizações”, afirma. Em vez de tratar uma a uma, ele fará a lista das empresas públicas a serem alienadas e submeterá a proposta ao presidente. Aprovada, a lista será enviada ao Tribunal de Contas da União (TCU) para uma avaliação geral e encaminhada ao Congresso, para aprovação de uma lei autorizando a inclusão dessas companhias no Programa de Desestatização. “Temos daqui para o fim do ano para pensar em coisas muito grandes.”

O novo pacto federativo, segundo ele, tem várias dimensões, cujas partes serão levadas ao Senado. De um lado, há a reforma tributária, que vai contemplar o Imposto sobre Transações Financeiras, o Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) Dual e a redução de alíquotas do Imposto de Renda das empresas e das pessoas físicas, que perdem as deduções. De outro lado, o tal “fast-track” de privatizações – nome pomposo para a entrega desbragada e acelerada das estatais, por meio do acordo a ser selado entre os Poderes para encurtar o tempo de venda de uma estatal.

FONTE: vermelho

Trabalhadores organizados devem impôr resistência à proposta de privatização dos Correios

III- CORREIOS ENTRAM NA MIRA DE BOLSONARO, APÓS VOLTAR A DAR LUCRO NOS DOIS ÚLTIMOS ANOS

Especialista prevê batalha legislativa e também com trabalhadores da categoria para privatizar empresa que é referência internacional

Publicado por Redação RBA

São Paulo – Uma das estatais mais importantes do pacote de privatizações do governo Bolsonaro, anunciado no final de agosto, os Correios voltaram a registrar lucro nos últimos dois anos. A melhora na saúde financeira da empresa enfraquece o discurso que diz que o Estado deve se livrar das empresas públicas que estão no vermelho. A proposta deve enfrentar ainda forte resistência dos mais de 105 mil trabalhadores organizados em todo o país, contrários à medida.

Segundo o pesquisador Igor Venceslau, do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), a empresa postal se modernizou nos últimos anos, e é reconhecida internacionalmente como uma das melhores do ramo em todo o mundo. É fundamental, ainda, para a execução de políticas públicas, já que está presente em todos os 5.570 municípios do Brasil.

O pesquisador acredita que o processo de “desestatização”, como gosta de dizer o governo, deve enfrentar resistência no Congresso Nacional. O serviço postal brasileiro é regido por princípio constitucional, que estabelece dever ser público e universal. Para ser aprovada, a privatização dos Correios precisa ser aprovada por 3/5 dos parlamentares em votação em dois turnos, na Câmara e no Senado. Deputados e senadores que compõem a Frente Parlamentar e Popular em Defesa da Soberania Nacional também são contrários à venda da estatal.

“Os próximos meses de 2019 serão decisivos, justamente porque o governo sonda quais são as forças contrárias e favoráveis. Embora sabendo que ele tem intenção muito forte nesse sentido, acredito que é possível enfrentar esse processo, mostrando que os Correios são uma empresa lucrativa”, afirmou Venceslau em entrevista ao Jornal da USP no Ar. Após quatro anos de prejuízos, a empresa voltou a registrar lucro de R$ 667 milhões, em 2017, e  R$ 161 milhões, em 2018.

Em junho, os Correios foram os vencedores do World Post & Parcel Awards – o “Oscar dos serviços postais” – na categoria Atendimento ao Cliente, pela operação que permitiu a entrega de mais de 10 milhões de kits para TV digital a beneficiários do Bolsa Família. A estatal também saiu vencedora, em 2007, na categoria Responsabilidade Social, com o Banco Postal, e, em 2002, na categoria Consumidor, o que demonstra que a empresa vem passando por processos de modernização ao longo dos últimos anos, segundo o especialista.

Venceslau afirma ainda que os Correios mantêm monopólio apenas na distribuição de cartas e telegramas. Já o segmento de encomendas é de livre concorrência, com inúmeras transportadoras nacionais e internacionais atuando. “O mercado não se prejudica com o monopólio postal. Pelo contrário, ele garante que os Correios tenham lucro nas cartas, mantendo agências mesmo em municípios que não dão lucro.”

Ainda assim, o setor privado cobiça a participação da estatal nas entregas de encomenda. Contudo, a privatização, dependendo do modelo adotado, pode acarretar prejuízo para as empresas que dependem de entregas de mercadorias. Segundo Venceslau, nenhum país do mundo – nem nos Estados Unidos, país das grandes empresas do setor como a Fedex –conta com uma empresa privada que garanta a distribuição universal. Ele lembra que a privatização dos Correios também foi tentada durante os governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Michel Temer (2016-2018), sem sucesso.

FONTE: rede brasil atual

Criada em 1969, a Dersa era responsável pela elaboração de projetos de engenharia na área de transportes / Divulgação
IV- PRIVATIZAÇÃO DA DERSA É APROVADA EM SP; PARA DEPUTADA, OBJETIVO É ESCONDER CORRUPÇÃO

Beth Sahão diz que "a Dersa está sendo extinta para evitar uma CPI"; deputados aprovaram projeto por 64 votos a 15

Marcos Hermanson- Brasil de Fato

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, na sessão ordinária desta terça-feira (10), a extinção da empresa pública estadual Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) por 64 votos a 15. Entre os projetos elaborados pela empresa estão o ainda inconcluso Rodoanel e as rodovias Imigrantes, Ayrton Senna e Bandeirantes, hoje geridas pela iniciativa privada.

Para a deputada estadual Beth Sahão, que se opôs à privatização, "a Dersa está sendo extinta para evitar a 'CPI da Dersa', que mostraria a corrupção no interior dos governos tucanos [do PSDB]. O real motivo não é prejuízo, não é déficit. Pelo contrário, o governo [João Doria (PSDB)] deve para a Dersa e não paga". A reportagem aguarda dados oficiais para checar o valor do suposto "calote" do governo do Estado à empresa. O Brasil de Fato também aguarda retorno do PSDB para comentar as acusações.

Criada em 1969, a Dersa era responsável pela elaboração de projetos de engenharia na área de transportes, pela gestão do sistema de balsas estaduais e de rodovias construídas por ela própria – atribuição que perdeu em 2006, ano da última concessão realizada pelo governo.

A companhia tem também projetos não executados, cujos prazos para conclusão ficam incerta com a extinção. Entre os exemplos, estão a recuperação de parte da malha ferroviária paulista e a construção de um túnel submarino ligando Santos a Guarujá, projeto cuja elaboração custou R$ 60 milhões.

A empresa ganhou notoriedade recentemente por conta da condenação do ex-diretor Paulo Vieira de Souza em múltiplos esquemas de corrupção que beneficiaram o PSDB em São Paulo.

Paulo Preto, como era conhecido, está preso desde fevereiro por desvio de dinheiro público, inserção de dados falsos em sistema da administração pública e associação criminosa.

A força-tarefa da Lava Jato, responsável pela investigação, aponta que R$ 521 milhões de reais foram desviados das obras do metrô e do trecho Sul do Rodoanel, ambas administradas pela Dersa.

Funcionários da Dersa ouvidos pelo Brasil de Fato reclamam da ingerência política do PSDB na empresa. Eles apontam que os diretores da companhia são indicados pelo governo e que há muitos anos um funcionário de carreira não ocupa a mesa diretora.

FONTE: brasil de fato

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