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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O aprendiz de ditador Bolsonaro ataca Pai De Bachelet e a Democracia do Chile [REPASSANDO]

Bolsonaro ataca pai de Bachelet. (Foto: Senado Chile | PR | Reuters)
I- CHILE PEDE REAÇÃO ENÉRGICA CONTRA FALA MONSTRUOSA DE BOLSONARO SOBRE PAI DE BACHELET

247 - O presidente do Senado chileno, Jaime Quintana, repudiou o ataque de Jair Bolsonaro à ex-presidente do país, Michelle Bachelet, atual Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos. Quintana disse que ao defender a tortura de Alberto Bachelet, pai da ex-presidente, durante o regime Pinochet, Bolsonaro "agride a memória dos chilenos". O presidente do Senado também falou que o ataque monstruoso de Bolsonaro "deverá provocar um repúdio transversal e contundente de todos os setores políticos chilenos".

Quintana disse ainda que "Bolsonaro está colocando-se fora das relações multilaterias e não está à altura de um chefe de Estado em nenhum país do mundo". O parlamentar exigiu uma postura firme do presidente do país, Sebastián Piñera, aliado de Bolsonaro. Quintana falou ao jornal chileno La Tercera  nesta quarta-feira (4) logo depois dos ataques de Bolsonaro.

Jair Bolsonaro agrediu Bachelet, duas vezes presidente do Chile ( 2006-10 e 2014-18) depois que ela, tampém nesta quarta, concedeu uma entrevista coletiva em Genebra na qual, perguntada sobre o Brasil, disse que  o "espaço democrático" no país está diminuindo e manifestou preocupação pelo estado dos direitos humanos no país (aqui). Bolsonaro reagiu com uma postagem no Facebook elogiando o fato de o pai da ex-presidente, o general-brigadeiro Alberto Bachelet, ter sido preso e barbaramente torturado pelo regime Pinochet, morrendo em 1974 em consequência da violência sofria no cárcere. Bolsonaro escreveu que "seu país [Chile] só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à epoca".

Quintana informou que as comissões de Direitos Humanos e de Relações Exteriores do Senado do Chile  deverão emitir notas oficiais ainda hoje e que espera "uma reação enérgica" de Piñera e da Chancelari "ao que é uma agressão a todos os chilenos e chilenas"

A postagem monstruosa feita por Jair Bolsonaro nesta manhã, em que defendeu o assassinato do pai de Michele Bachelet pelo ditador Augusto Pinochet, também provocou revolta na Argentina.   
II- ATAQUE FEITO POR BOLSONARO AO PAI ASSASSINADO DE BACHELET TAMBÉM GERA REVOLTA NA ARGENTINA

247 - A postagem monstruosa feita por Jair Bolsonaro nesta manhã, em que defendeu o assassinato do pai de Michele Bachelet pelo ditador Augusto Pinochet, também provocou revolta na Argentina. O jornal Clarín publicou uma matéria repercutindo o crime de responsabilidade cometido pelo atual ocupante do Planalto brasileiro ao tentar contra os princípios democráticos.

"O presidente Jair Bolsonaro acusou a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, de se intrometer nos assuntos internos e na soberania do Brasil na segunda-feira, justificou o golpe de estado de Augusto Pinochet e criticou o pai do ex-presidente do Chile, que foi torturado e morto pelo regime estabelecido pelos militares chilenos em 1973", destaca a reportagem.

Na postagem, Bolsonaro atacou a memória do pai da ex-presidente chilena, o brigadeiro Alberto Bachelet, que foi acusado de “traição à pátria” e morreu por causa de torturas em 1973. A Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, após a ex-presidente do Chile, havia apontado "encolhimento do espaço cívico de democrático no Brasil".

Bolsonaro defendeu a tortura e morte de Alberto Bachelet. “Diz [referindo-se a Bachelet} ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época", escreveu ele no Facebook.

A repercussão negativa na Argentina desgasta ainda mais Jair Bolsonaro pela importância de boas relações com o país vizinho, que está prestes a ver o presidente neoliberal Maurício Macri ser derrotado nas eleições presidenciais de 27 de outubro. Nas eleições sumárias, neste mês, a chapa progressistas, Alberto Fernandez e sua vice, Cristina Kirchner, derrotaram o atual mandatário.

FONTE: brasil47

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