quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Apesar do boicote, Síria aceita missão observadora por mais um mês
Apesar do boicote dos chamados Estados do Golfo,
encabeçados por Catar e Arábia Saudita, Síria aceitou a proposta da liga Árabe
(A) de prorrogar por outro mês a missão observadora.
O novo período de trabalho dos observadores, que já
visitaram 20 localidades de 16 regiões do país, se estenderá de 24 de janeiro a
22 de fevereiro, segundo uma carta enviada pelo chanceler Walid Moallen à
Secretaria Geral da A, a qual difundem hoje aqui os meios nacionais.
Ahmad bin Hili, subsecretário geral da A, afirmou
no Cairo que a missão está trabalhando ainda e com respeito ao boicote do
Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), disse que "a decisão de enviar ou
retirar os observadores é uma opção soberana da cada país".
Não obstante, acrescentou que a A compensará a
redução dos observadores com enviados de outras nações da região. Ao completar
em seu primeiro mês de trabalho, a equipe que dirige o general sudanês Mohammad
Dabi tinha 163 inspetores, em 16 regiões da Síria.
Imitando os passos da Arábia Saudita, o resto das
cinco maiores monarquias pró-estadunidenses do CCG se somaria ao boicote
destinado a desmantelar uma missão, cujos informes desencorajam a postura
antissíria desse bloco.
O jornal kuwaití Qabas informou que esses empórios
petroleiros já anunciaram sua retirada da equipe observadora que eles mesmos
pressionaram em um princípio para que Síria aceitasse.
Por outro lado, a Al-Jazeera, que se converteu em
ponta de lança na campanha midiática contra Síria, difunde hoje que governos
ocidentais "estão capitalizando na nova dura postura da Liga Árabe para
empreender uma nova ofensiva diplomata no Conselho de Segurança da ONU depois
que esforços prévios foram bloqueados por Rússia e China".
Estados europeus e as monarquias árabes do golfo
Pérsico querem conseguir na próxima semana uma votação nesse órgão de uma
resolução de condenação à Síria.
Grã-Bretanha, França, Alemanha e nações árabes já
estão trabalhando no rascunho, o qual poderia enfrentar a oposição da Rússia
porque chamará a todos os membros da ONU a seguir as sanções e as novas
exigências da A contra o Governo do presidente Bashar a o-Assad, indica
Al-Jazeera.
Segundo preveem, esses governos esperam submeter a
votação seu novo projeto antissírio na segunda-feira ou na terça-feira próxima.
Em sua última sessão que começou a tarde do domingo
e terminou em horas da manhã da segunda-feira, depois de 10 horas de candente
debate, Catar e Arábia Saudita conseguiram impor no Conselho Ministerial da uma
moção que exige ao presidente Assad que abandone o poder, entregue o cargo ao
vice-presidente, que este forme um governo interino e celebre eleições.
As autoridades sírias rejeitaram tal exigência ao
considerá-la uma aberta violação da soberania nacional e uma flagrante
intromissão nos assuntos internos do país.
O chanceler Walid Moallen declarou na terça-feira
em Damasco que toda solução à crise emergirá dos sírios e responderá aos
interesses do povo, ao mesmo tempo em que reiterou a decisão do governo de
Assad de seguir impulsionando o aprofundamento das reformas integrais.
Segundo Al-Jazeera, solicitar formalmente uma
reunião com o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, em Nova Iorque para
discutir sua nova fórmula contra Damasco e solicitar o apoio do Conselho de
Segurança.
Esse canal acrescentou que os membros ocidentais
nesse foro introduzirão a fins desta mesma semana seu projeto de resolução, apesar
do boicote, Síria aceita missão observadora por mais um mês.
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