ESPERAMOS QUE VOCÊ DEIXE SUAS OPINIÕES, IDÉIAS E QUE VENHA PARTICIPAR CONOSCO DEIXANDO SUAS PROPOSTAS

sábado, 27 de julho de 2019

Bolsonaro anuncia entrega da Amazônia aos Estados Unidos com indígenas inclusos, ao tempo que, no Amapá, garimpeiros invadem terras indígenas

Por Luis Carlos

O presidente dos fazendeiros, dos agricultores, das mineradoras e dos garimpeiros, no Rio de Janeiro, fez neste sábado, 27, um discurso ideológico para formandos a paraquedistas do Exército Brasileiro, arregimentando-os em torno de nova missão, que têm dois eixos centrais, o primeiro entregar a Amazônia aos Estados Unidos da América do Norte, segundo ampliar o desmatamento da grande floresta do Estado Norte do País para dá lugar a exploração privada.

Segundo Bolsonaro, não é justo que indígenas tenham mais terras, uma vez que, já as possuem em demasia:

"O senhor presidente da França [Emmanuel Macron], a senhora Merkel [chanceler da Alemanha] queriam que eu voltasse para cá [depois da reunião do G20], demarcando mais 30 reservas indígenas, ampliando reservas ambientais. Isso é um crime. Só de reserva indígena já temos 14% tomados aqui no Brasil. Na Reserva Ianomâmi, são 9 mil índios e tem o dobro do estado do Rio de Janeiro. É justo isso? Terra riquíssima. Se junta com Raposa Serra do Sol é um absurdo o que temos de reservas minerais ali".

Expondo conceitos que somente são usados pelos capitalistas, falou em agregar “valor" e "explorar” as áreas virgens do território, dando a entender que seria dentro da "Raposa Serra do Sol", pois, como podemos ver na citação acima, tem muitas "reservas minerais".

Como no título da letra musical de Caetano Veloso, toda a postura deste presidente"bunda suja", está "Fora de Ordem" do texto da Constituição Federal, Art. 225, no qual diz que, a floresta amazônica é um patrimonio público, cabendo ao governo ser guardião, pois, é sua função proteger a Amazônia. Pelo visto,  não é este o caso.

Não tem como deixar de vê entre a comparação do discurso e a Carta Magna, de 1988, uma obvia contradição entre público e privado, onde este último, além de cotidianamente já impor seus interesses pela violência a grande maioria do povo brasileiro, ainda ter no poder administrativo um sujeito que os introduz no centro de sua política pública de governo. Valendo salientar que o lugar em que fez o discurso não é qualquer um, pelo contrário, vejamos mesmo, foi dentro das dependências do Exército, dirigido a formandos de paraquedistas dessa instituição responsável, constitucionalmente, pela proteção da soberania da Nação. E, o que salta aos olhos é a conivência dela em permitir que seus subordinados funcionários, partes integrantes das forças armadas, estejam psicologicamente preparados para defender uma aliança entre Brasil e EUA, onde esse possa explorar economicamente as riquezas da Amazônia, afrontando, igualmente, o pacto constitucional.

“Estou procurando o primeiro mundo para explorar essas áreas em parceria e agregando valor. Por isso, a minha aproximação com os Estados Unidos”, disse Bolsonaro”.

No mesmo dia em que aconteceram estes fatos no Rio de Janeiro, mais cedo, pela "madrugada deste sábado", no Estado do Amapá, "Cerca de 50 garimpeiros invadiram [...] a Terra Indígena Wajãpi", assassinando duas lideranças locais. E, o mais absurdo é a FUNAI [o presidente atual foi delegado e tal qual Bolsonaro também odeia os indígenas] e a Polícia Federal nem sequer, até onde se sabe, fizeram algo para investigarem os assassinatos.


Uma coisa temos que aprender com os indígenas, é a disposição para a luta contra a exploração. Segundo o Senador Randolfe Rodrigues, um dos que reportou os acontecimentos no Amapá, disseram que, caso as autoridades não façam nada contra os garimpeiros, vão entrar em guerra para fazer justiça. E, assim, vão continuar a praticar o que seus antepassados fizeram durante os últimos  500 anos, guerra contra a exploração, pois, sabem que nunca deixou de existir guerra civil no Brasil. Se tomássemos o exemplo de que ações e ideias são gêmeas, o país não estaria na situação em que vive hoje, com as classes dominantes fazendo o que bem entendem contra as populações indígenas, assim como, os trabalhadores do campo e da cidade, com um Estado e um governo que ajudam a massacrarem. Aquando não se tomar as rédeas do poder e fazer dele uma arma contra os que nos querem vê escravos, vamos continuar reféns e sem garantias de vida alguma, vivendo as palpadelas. Temos de entrar em campo para a gerra, as ruas nos esperam. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Página Anterior Próxima Página Home