Os jogadores dos clubes de futebol sabem muito bem que chegando na Seleção Brasileira terão de preparar seus passaportes porque logo viajarão para os times da UE, pois, a seleção é uma vitrine para pular ao mercado esportivo do Velho Continente.
A Seleção brasileira é um instituição diferente do Estado, apesar de está atrelada ao mesmo. Os jogadores são diferentes dos funcionários do judiciário, dada as funções que exercem. Porém, muitos acontecimentos envolvendo estes últimos apontam para um traço comum que os aproximam quando a questão é usarem as instituições para se promoverem como serviçais do mundo privado, ou seja, das relações econômicas, ganhando em troca do capital funcional disponibilizado robustos cachês.
Um Estado que hoje presa pelo privado em detrimento do público, haja vista as parcerias público-privadas (PPP), os convênios, os termos de parceria com as OSCIPs (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público), os contratos de gestão, as Organizações Sociais, as privatizações, a arbitragem, a conciliação e assim, sucessivamente, porque, na visão dos que destroem o Estado Democrático de Direito, como diversos promotores, juízes e Ministros, as coisas poderiam ser diferentes para eles? Porque, não usarem de seus lugares comuns no seio da coisa pública, além do serviço que prestam ao Estado, não se venderem como mercadoria, igualmente, não disponibilizarem seus ativos intelectuais e morais, objetivando acumular riquezas tal qual as empresas privadas.
Eugênio de Aragão em contexto retórico perguntou uma vez a Deltan Dallagnol:
"[...] agora vende seu conhecimento de insider para um público de voyeurs moralistas da desgraça alheia. É claro que seu sucesso no show business se dá porque é membro do Ministério Público, promovendo sua atuação como se mercadoria fosse. Um detalhe parece que lhe passou talvez desapercebido: como funcionário público, lhe é vedada atividade de comércio, a prática de atos de mercancia de forma regular para auferir lucro. A venda de palestras é atividade típica de comerciante. Você poderia até, para lhe facilitar a tributação, abrir uma M.E., não fosse a proibição categórica".
E, ademais de Deltan Dallagnol, o que dizer de alguns Ministros do STF, quando Intecept Brasil mostra em novas denuncias que "Ministros do STF foram convidados por banqueiros para falar secretamente sobre eleições"!? Segundo o portal web Brasil247:
"Nessas conversas, além de convidar o procurador para uma palestra secreta com banqueiros e investidores, ela também revela que Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal, já tinha participado de evento semelhante e que faria o mesmo convite para mais dois juízes da Suprema Corte".
Deixarei abaixo o texto revelador. Pelo momento, é isso que estamos vendo, o Ministro Luiz Fux acumulando funções de trabalho, ora para o publico ora para o setor privado. Não é difícil imaginemos o resultado interpretativo das leis do país, porque, no exato momento de seus pareceres, não vera nada mais do que os interesses de seus párias do mercado financeiro. Se qualquer dúvida ainda existe será dissipada pelo que disse no inicio do mês, (5/7), aos banqueiros do Expert XP 2019: "terceirização é bom. Nenhuma empresa sobrevive com folha de pagamento de 70 mil funcionários de uma call center". Em relação a reforma tributária, em tramitação no Congresso Nacional: "Temos o estatuto do contribuinte. é preciso ter a visão que tributos não podem derrotar empresas e precisamos unificar tributos e, acima de tudo, precisamos ter precaução sobre a surpresa fiscal".
Por isso, quando da aprovação pelo STF da venda da BR distribuidora da Petrobras, que possuía 18.000 postos pelo país, foi um dos que não pensou duas vezem ao permitir ao governo vende-pátria entregar mais de 40% das ações aos estrangeiros das grandes petroleiras do imperialismo.
Vaza Jato mostra Deltan e Fux em reuniões clandestinas com banqueiros
O jornalista Reinaldo Azevedo divulgou nesta sexta-feira (26) mais uma reportagem da Vaza Jato, em parceria com Leandro Demori, do site The Intercepet Brasil, em que mostra o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, atuando como consultor privado de banqueiros.
"Deltan e, antes dele, o ministro Luiz Fux, do Supremo, participaram de reuniões privadas com banqueiros e investidores para discorrer sobre o tema "Lava Jato e eleições". Os encontros devem ser chamadas, sem exagero, de clandestinos", escreve Reinaldo.
A conversa foi em maio de 2018, quando Débora Santos, assessora da XP Investimentos, e casada com o procurador Eduardo Pelella, ex-número dois do ex-PGR, Rodrigo Janot, convidou Dallagnol para uma reunião privada com o compromisso de que não sairia na imprensa. E ela diz que Fux, na semana anterior, havia estado na XP e elogia o evento por sua "clandestinidade".
Ao convidá-lo para o "evento privado", que seria remunerado, "Débora se refere ao marido, numa evidência de que a Lava Jato já é mais do que uma simples força-tarefa. Tornou-se uma tropa de elite do estado paralelo, um verdadeiro círculo aristocrático. Como, por aqui, a ruína se traveste de inovação, Débora apela a esse vínculo para convencer Deltan a participar não de uma conferência aberta, a que a imprensa, por exemplo, poderia ter acesso. Essa já estava em sua agenda e aconteceria em setembro do ano passado", conta Reinaldo.
"O convite é para que ele seja a estrela de uma 'reunião privada' — remunerada, sim! — com investidores, que tem um caráter que se pode dizer clandestino. Afinal, Deltan é um homem pago pelo Estado brasileiro para atuar como procurador. O órgão que ele integra é o titular da ação penal e pode, adicionalmente, atuar também na investigação. Eis o palestrante disputado a peso de ouro. E que tem de falar em segredo", diz Reinaldo.
"Débora quer que Deltan discorra sobre 'Lava Jato e eleições' a quem regula suas apostas a depender de cenários que, ora vejam, dependem, por sua vez, em grande parte, das decisões do próprio procurador. Quanto custa a bola de cristal do vidente que tem como interferir no futuro? Reitere-se: Débora, a mulher de Pelella, o íntimo de Janot, que desenhou a Lava Jato, não está convidando o buliçoso procurador para falar a uma plateia ampla — a conferência —, que ela trata até com certo desdém. Afinal, um evento assim, aberto, seria formado por um 'público heterogêneo', que se contenta com o que já está nos jornais", conta o jornalista.


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